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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Igreja, fábrica de fariseus?




10   Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.
11   O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque 
não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;

12   jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
13   O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia 
no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
14   Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta 
será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.


Nessa história Jesus ensina o caminho para justificação, ele mostra a diferença na intenção do
 publicano, uma pessoas comum e que vive fora dos padrões morais da sociedade,e do fariseu, um
religioso que se acha certinho. Também vemos valores morais, costumes sociais, atos religiosos e a
lei, todas sucumbindo desvalorizadas diante da graça de Deus.

Deus justifica um publicano, que naturalmente possui uma reputação duvidosa, alguém que no
curriculum não tem grandes feitos, não tem seu nome numa lista de membros numa igreja, não
participa de uma consagração coletiva num domingo de manhã, sua freqüência nos cultos está baixa
 e seu conhecimento bíblico é raso.

Por outro lado, Deus despreza aquele que confia si próprio, mesmo que ele seja alguém moralmente
 correto e nunca tenha roubado uma caneta sequer. Deus não está preocupado com sua justiça. Ele
não leva em consideração as horas de jejum, a fidelidade no dízimo ou a fidelidade conjugal, isso porque
 o Deus que se vende não é o Deus Pai de Jesus Cristo, mas é o deus da religião que pode (e precisa)
 ser
 subornado com bons feitos e sacrifícios pra nos abençoar ou, no mínimo, não nos amaldiçoar.

A bíblia diz que nossas boas ações e nossa justiça são comparadas a um trapo de imundicia. Trapo
 de imundicia era o pedaço de pano usado pelas mulheres no período menstrual, era o absorvente da
 época. E é a essa sujeira toda que Deus compara nossos atos mais nobres.


O fariseu se acha melhor do que outros, acha que espiritualmente está a um nível acima, se considera
puro principalmente se comparado a prostitutas e homossexuais, ele se gaba pela sua fidelidade nos
 cultos e já se acha merecedor da salvação.  Mas Deus lhe adverte com amor: Cuidado seu fim pode
ser surpreendente. 

O pior de tudo que a igreja é especialista em produzir gente desse tipo.

A igreja até aceita alguém fraco, derrotado e pecador inicialmente desde que ele aceite a Jesus e no
 domingo seguinte volte transformado e regenerado, afinal ele é agora "nova criatura".

Quer ser levando em consideração na igreja? quer ser respeitado? quer servir de espelho e ter uma
boa influencia? Então decore a oração do fariseu. Mostre ao errante neófito que se ele perseverar e
 jejuar muito, um dia ele poderá ser igual a você.

Esconda seus medos, suas frustrações, em hipótese alguma revele seus pecados recorrentes,
os pastores não gostam de gente que toda semana diz que caiu em pecado. O sonho de "todo" líder
é que seus seguidores entrem na igreja com a oração do publicano mas volte na semana seguinte
 fazendo eternamente a oração do fariseu. É terminantemente proibido levantar as mãos e aceitar a
Jesus reconhecendo seus pecados toda semana isso só é permitido uma vez.

Somos especialistas em produzir gente "forte" que não se dobra ante as dificuldades da vida, alguém
que não cambaleia na fé,  que faça chuva ou sol esteja em todos os cultos, que mesmo passando por
dificuldade financeiras seja fiel no dízimo, que mesmo com alguém doente em casa diga que está tudo
bem, que nunca se considere cauda, que, diferentemente do publicano, nunca abaixe a cabeça e
publique suas fraquezas. 

Ensinamos a conquistar, a tomar posse, a ganhar terreno. Tentamos encobrir a fragilidade humana
com pensamentos positivos e a fé na fé. Porém não ensinamos a viver imerso na vida com suas
demandas positivas e negativas, não ensinamos que não precisamos ser perfeitos, que a perfeição
de Cristo é suficiente, não ensinamos que a benção de Deus é realmente isso BENÇÃO e não
RECOMPENSA, não ensinamos que o lugar sagrado (templo, igreja), o dia sagrado (domingo) e as
 pessoas sagradas (pastor, apóstolo...) são objetos da religião, não ensinamos que os objetos e
costumes Judeus são apenas dos Judeus e não devem ser empurrados goela abaixo dos cristãos,
 não ensinamos  que mesmo os incrédulos e ateus são de Deus porque Ele é tudo em todos, não
ensinamos que não precisamos da unção de Davi, da de Elias, Eliseu, Moisés, Abraão, Jacó, etc,
porque em Cristo convergiu toda unção e poder,   não ensinamos que Deus não vai nos punir com
idas extras a farmácia porque não dizimamos, não ensinamos o amor incondicional de Deus, não
ensinamos que Jesus veio pra salvar e não para condenar, pra isso já existia a lei, não ensinamos
 que Jesus disse que aquele que vier a ele demaneira NENHUMA ele lançara fora, mesmo que seja
uma pessoa fora dos padrões morais da sociedade: um ladrão, um adúltero ou um homossexual,
não ensinamos a verdadeira Graça porque ela é inconveniente e imoral.

Ensinamos o farisaísmo achando que estamos ensinando o Evangelho.

Quer testar se isso acontece na sua igreja? Então comece analisando se antes da oferta alguém vai
 testemunhar que comprou ganhou de Deus um carro, ou um emprego novo, prometendo doar um mês
de salário à igreja, ou se gabando por não ter quebrado a campanha dos 21 dias de vitória e por viver
 uma vida fiel. 

Analise também como são tratados e que participação tem nos trabalhos da igreja pessoas com
pecados recorrentes como inveterados viciados em cigarro, casais não casados, adolescentes
 grávidas, mães solteiras, homossexuais, etc Só o fato de esses tipos de pessoas existirem na
sua igreja já seria um milagre, mas que importância e que participações lhes são oferecidas na igreja?
Com certeza nenhuma, porque são considerados pecadores em meio a um bando de "santinhos
 imaculados", eles difamariam o santo templo.

Lembro-me de uma vez, meses antes de casar, quando minha esposa estava grávida, eu já tinha
 sido arrancado de todos meus trabalhos na igreja, estava, como dizem os evangélicos: de banco.
Vi que a frente da igreja estava muito suja com folhas secas de árvores por todos os lados, então
 peguei a vassoura e comecei a varrer, quando uma diaconisa muito "gentil" arrancou a vassoura da
 minha mão e disse com "sangue no zóio" que eu não podia fazer nada na igreja porque estava em
pecado. Abaixei a cabeça triste e culpado e fui-me embora, ainda não tinha a consciência que tenho
hoje.

Já fui exortado por colocar uma pessoa que lutava contra o homossexualismo como meu ajudante
 nos trabalhos com os jovens. Ele acabou indo embora, abandonando a igreja e se juntando com seu
 parceiro.

A mudança nas pessoas tem que ser natural de dentro para fora e não imposta de fora para dentro.

Enquanto ensinarmos que o mundo é um lugar a ser evitado, que as mazelas humanas são fruto da
ausência de Deus, que Deus não ouve os pecadores, que só a igreja evangélica é que detém os
 "diretos autorais" da salvação, que ser forte e inabalável é sinônimo de fé e que ser pecador é ser
 inimigo de Deus então ainda não entendemos o plano da salvação e o cristianismo será apenas mais
 uma entre muitas religiões.

O melhor apelido de Jesus é: Amigo de publicanos pecadores



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Batalhando pela FÉ!

Batalhando Pela Fé

"Amados, quando empregava toda diligência, em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (Jd 3).
Originalmente, Judas pretendia compartilhar com seus companheiros crentes as questões da fé comuns a todos eles. Mas, o Espírito Santo o redirecionou a um assunto de maior urgência. Questões da fé "uma vez por todas... entregue aos santos" estavam sendo tanto sutilmente solapadas como profundamente pervertidas. Hoje em dia acontece o mesmo que naquele tempo. Todos os santos (isto é, cristãos – Ef 1.1; Cl 1.2, etc.) devem batalhar diligentemente pelos ensinos da fé "dados por inspiração de Deus" (comp. 2 Tm 3.16).

O que é batalhar diligentemente?

Batalhar diligentemente por algo não é uma atividade de menor importância. A passagem paralela normal desse versículo é 1 Timóteo 6.12: "Combate o bom combate da fé..." Em ambos os casos, o sentido é de trabalhar fervorosamente, ou esforçar-se, como um atleta que irá participar de um evento esportivo. A analogia do esporte oferece uma ilustração muito clara: bons atletas têm que treinar com vigor para atender às exigências do seu esporte. Da mesma forma, um cristão dedicado deve condicionar-se espiritualmente para atender à exortação de Paulo: "Exercita-te pessoalmente na piedade" (1 Tm 4.7). Paulo usou freqüentemente a correlação entre os esforços dos atletas e o andar dos cristãos para mostrar que a vida de um crente renascido não tem por objetivo a passividade. Ela requer treinamento espiritual, que inclui muitas das qualidades demonstradas por um atleta superior: diligência, dedicação, auto-disciplina, disposição de aprender, etc. Entretanto, do mesmo modo como no cenário esportivo dos nossos dias, muitos de nós se dedicam a ser espectadores – não necessariamente "inativos", mas definitivamente não jogadores.
Bons atletas têm que treinar com vigor para atender às exigências do seu esporte. Da mesma forma, um cristão dedicado deve condicionar-se espiritualmente para atender à exortação de Paulo: "Exercita-te pessoalmente na piedade".
Muito freqüentemente a reação à exortação de Judas é dizer que é melhor "deixar o batalhar pela fé para os especialistas", isto é, para os estudiosos, os teólogos, os apologistas ou autoridades em seitas. Há no mínimo dois problemas com tal idéia. Em primeiro lugar, as palavras de Judas não foram escritas a especialistas em teologia, mas "aos chamados, amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo" – ou seja, a todos os Seus "santos" (Jd 1,3). Em segundo lugar, um dos principais aspectos da batalha pela fé está relacionada com o desenvolvimento espiritual de todo santo. Em outras palavras, batalhar pela fé não é somente para especialistas em seitas, nem envolve necessariamente argumentar ou confrontar os outros. Batalhar pela fé deveria ser o padrão de vida espiritual de todo crente (comp. 1 Pe 3.15).

O desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus

Batalhar diligentemente pela fé requer o desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus. Jesus estabeleceu um programa de crescimento para todos que se entregaram a Ele: "Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos" (Jo 8.31). Em 2 Timóteo 2.15, Paulo acentua o exercício prático, diário, de todo crente: "Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." O coração do cristianismo é um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Estudar e aplicar as Escrituras é a forma principal de desenvolver nosso relacionamento pessoal com Ele; trata-se de conhecê-lO através da revelação dEle mesmo.

A necessidade de conhecimento

Se buscares a sabedoria como a prata, e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.
Batalhar diligentemente pela fé exige conhecimento. Não precisamos nos tornar especialistas antes de compartilhar a "fé que uma vez por todas foi entregue aos santos", mas devemos ser diligentes em nossa busca do conhecimento do Senhor. Se bem que se tente fazê-lo muitas vezes, é completamente insensato tentar batalhar por algo sobre o que não se está informado. Salomão escreveu: "Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento, e se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a tua voz, se buscares a sabedoria como a prata, e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria, da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos, e escudo para os que caminham na sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos" (Pv 2.1-8).

A prática diligente do discernimento

Batalhar pela fé requer a prática diligente do discernimento. Em Hebreus 5.13-14 está dito: "Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal." O "leite" e o "alimento sólido" desses versículos são metáforas que se referem ao crescimento espiritual; limitar-nos a uma dieta e a atitudes de crianças espirituais inibe nosso desenvolvimento espiritual. Entretanto, os que exercitam suas faculdades pelo estudo da Palavra de Deus crescerão em discernimento, não continuando "meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Ef 4.14).

A disposição de aceitar correção

Batalhar diligentemente pela fé exige que tenhamos a disposição de aceitar correção. Corrigir, entretanto, não é um procedimento "psicologicamente correto" em nossos dias, tanto no mundo quanto na Igreja. A correção é considerada uma ameaça à auto-imagem positiva por muitos que promovem a teologia humanista da auto-estima. É incrível como tal mentalidade mundana influenciou fortemente aqueles que deveriam ser separados do mundo e cujos pensamentos deveriam refletir a mente de Cristo. Mesmo uma pesquisa superficial da Bíblia revela exemplos e mais exemplos de correção, que atualmente seriam vistos como potencialmente destrutivos do bem-estar psicológico das pessoas! Será que a "auto-estima" de Pedro foi psicologicamente danificada e tanto sua auto-imagem como a imagem do seu ministério foram irreparavelmente prejudicadas pela correção pública de Paulo? Foi o ministério de Pedro considerado acabado pela maioria da igreja primitiva porque Paulo não foi suficientemente sensível (ou, bíblico – deixando supostamente de considerar Mateus 18) para ter um encontro particular com Pedro? Não é essa a maneira como muitos na Igreja vêem as coisas atualmente? E o que dizer do trauma sentido pelo ego dos publicamente corrigidos: Barnabé (Gl 2.13), Alexandre (2 Tm 4.14-15), Figelo e Hermógenes (2 Tm 1.15), Himeneu e Fileto (2 Tm 2.17-18), Demas (2 Tm 4.10), Diótrefes (3 Jo 9-10) e outros?
A admoestação "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé" não pede uma avaliação pública; ela requer que analisemos a nós mesmos e então façamos o que for necessário para colocar as coisas em ordem diante do Senhor.
A correção é essencial para a vida de todo cristão. Em sua segunda carta a Timóteo, Paulo orientou seu jovem discípulo a respeito do valor das Escrituras para a correção (como também para a repreensão!), "a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Tm 3.16-17). A correção tem que começar em casa, isto é, deve haver a disposição não somente de sermos corrigidos por outros, mas também o desejo de corrigirmos a nós mesmos. A admoestação "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé" (2 Co 13.5) não pede uma avaliação pública; ela requer que analisemos a nós mesmos e então façamos o que for necessário para colocar as coisas em ordem diante do Senhor. Sem a disposição de considerar a possibilidade de uma "trave" em nosso próprio olho, a hipocrisia dominará em qualquer correção a outra pessoa.

Obediência às normas

Batalhar diligentemente pela fé requer obediência às normas. Enquanto alguns evitam praticar a correção segundo as Escrituras, outros a usam como um grande porrete, dando com ele em qualquer um que parecer não concordar com seus pontos de vista. As Escrituras nos dizem que (no contexto dos galardões celestiais) aqueles que competem por um prêmio serão desqualificados a não ser que sua conduta siga as normas do evento (2 Tm 2.5). Isso também deveria ser aplicado ao modo como batalhamos pela fé, especialmente no que se refere à correção mútua. A primeira e mais importante norma é o amor. Correção bíblica é um ato de amor, ponto final. Se alguém não tem em mente o interesse maior de uma pessoa, o amor não está envolvido. Se o amor não é o fator motivador da correção, o modo de agir não é bíblico.
A maneira como nos corrigimos mutuamente é uma parte importante das "normas" da batalha pela fé: "Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade" (2 Tm 2.24-25). Entretanto, uma repreensão severa também pode ser bíblica; nas Escrituras há abundância de tais reprovações e repreensões quando a situação as exigia. Mas elas nada têm em comum com correção acompanhada de sarcasmo, humilhação, ataques ao caráter pessoal ou qualquer outra coisa que exalte quem corrige ao invés de ministrar àquele que está sendo corrigido. É irônico que o humor dominante (TV, quadrinhos, etc.) dessa geração profundamente consciente da "auto-estima", ego-sensível, seja o sarcasmo, especialmente a humilhação. Fazer alguém se sentir inferior tornou-se a maneira preferida de elevar a própria auto-estima.
Um teste simples de correção bíblica é o nível de presunção por parte de quem a pratica. Se houver qualquer indício dela – ele falhará. Outro teste rápido é o termômetro das "maneiras desagradáveis". Se aquele que corrige trata os outros com maneiras que ele mesmo não aceitaria – ele é parte do problema, não a solução bíblica.

Conhecer pelo que se batalha

Batalhar diligentemente pela fé envolve conhecer pelo que se batalha. Aquilo que envolve a subversão do Evangelho, especialmente das doutrinas principais relacionadas com a salvação, exige nossa séria preocupação e atenção. O livro de Gálatas é um bom exemplo. Os judaizantes estavam coagindo os crentes a aceitar um falso evangelho, isto é, adicionando certas obras da lei como necessárias para a salvação. Paulo os repreendeu duramente, como também instruiu Tito a fazê-lo (Tt 1.10-11,13). No mesmo espírito, argumentamos com os que promovem ou aceitam um falso evangelho para a salvação (mórmons, adeptos da Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová e católicos romanos, entre outros).
Enquanto certas questões podem parecer não estar relacionadas com o Evangelho, elas podem subverter indiretamente a Palavra de Deus, afastando os crentes da verdade e inibindo dessa forma a graça necessária para uma vida agradável ao Senhor. A psicoterapia, por exemplo, é um dos veículos mais populares para levar os cristãos a buscar as soluções ímpias dos homens (e, portanto, destituídas da graça).

Saber quando evitar confrontos

Batalhar pela fé também requer que saibamos quando evitar confrontos.
Batalhar pela fé também requer que saibamos quando evitar confrontos. O capítulo 14 de Romanos trata de assuntos em que a argumentação se transforma em contenda. Paulo fala de situações em que crentes imaturos criavam polêmicas em torno de coisas que não tinham importância. Alguns estavam provocando divisões por discutirem quais alimentos podiam ser comidos ou não, ou quais dias deviam ser guardados ou não. Natesses casos, o conselho da Escritura é: há certas coisas que não devemos julgar, pois se trata de questões sem importância, que não negam a fé, e são assuntos a serem decididos pela própria consciência (v. 5). Somente o Senhor pode julgar o coração e a mente de alguém no que se refere a tais assuntos.
Quando Jesus discutiu os sinais dos últimos tempos com Seus discípulos no Monte das Oliveiras (Mt 24), o primeiro sinal que Ele citou foi o engano religioso. Sua extensão atual não tem precedentes na História. Somente esse fato deveria tornar nosso interesse em batalhar diligentemente pela fé uma das maiores preocupações. Isso também significa que há tantos desvios da fé (1 Tm 4.1) a serem considerados, que poderá ser necessário estabelecer prioridades pelo que e quando vamos batalhar. No que se refere ao nosso próprio andar com o Senhor, devemos examinar qualquer coisa em desacordo com as Escrituras, fazendo as necessárias correções. Entretanto, quando se trata de ensinos e práticas biblicamente questionáveis, sendo aceitas e promovidas por outros, o discernimento pode também incluir a necessidade de decidir quando e como tratar deles. Atualmente, não é incomum ser erradamente considerado (ou, de fato, merecer a reputação) como alguém que "acha erros em tudo"; de modo que a busca da sabedoria e orientação do Senhor é sempre essencial para que nosso batalhar seja recebido de forma frutífera.

Não devemos coagir ninguém

Finalmente, batalhar diligentemente pela fé não é coagir. Muito freqüentemente esquecemos que recebemos nossa vida eterna em Cristo como dádiva gratuita, uma dádiva do insondável amor de Deus que deve ser oferecida aos outros em amor. O amor é destruído pela coação. Se bem que nossa intenção pode não ser impor questões de fé aos outros, é importante verificar regularmente nossos motivos e métodos. O batalhar diligentemente pela fé deve ser realizado como uma oferta de amor. Temos que lembrar que somos meramente canais de tal amor e que, se quisermos que ocorra alguma mudança no coração, ela será realizada através da graça de Deus, a única que garante o arrependimento (2 Tm 2.25-26).
Atos 20.27-31 contém alguns pensamentos que atualmente muitos iriam considerar como desproporcionais na batalha por "todo o desígnio de Deus". Mas, trata-se das palavras de Deus, comunicadas apaixonadamente pelo apóstolo Paulo aos membros da igreja de Éfeso e a nós: "Atendei por vós e por todo o rebanho... Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um."
Nestes "difíceis" tempos finais (2 Tm 3.1), ore para que todos nós, como Paulo, demonstremos apaixonada preocupação pelo bem-estar espiritual dos nossos irmãos e irmãs em Cristo e pela pureza do Evangelho essencial para a salvação das almas (T. A. McMahon - TBC - http://www.chamada.com.br).

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas


“Morte lenta”, 3h da madrugada
Tony Campolo conta de uma vez que estava pregando em Honolulu, no Havaí. Campolo vive na costa leste dos Estados Unidos, então seu corpo estava 6 horas à frente do horário havaiano. Às 3 horas da madrugada, era como se fosse 9h pra ele. Acordado e com fome para o café da manhã, ele se viu de madrugada em uma lanchonete “morte lenta”. Assim que deu a primeira mordida no seu donut, oito ou nove prostitutas entraram na lanchonete. O horário de trabalho estava acabando. A conversa do grupo era alta e barulhenta, era difícil não prestar atenção. Ela ouviu uma dizer a outra que era o aniversário dela no dia seguinte. “O que você quer de mim? Um bolo de aniversário?”, foi a resposta sarcástica. “Por que essa grosseria?”, ela respondeu. “Só estou dizendo. Eu não espero nada. Eu nunca tive uma festa de aniversário. Não estou esperando uma agora”. Quando Campolo ouviu isso, tomou sua decisão.
Quando as mulheres saíram, ele foi até o dono da lanchonete, um rapaz chamado Harry. “Elas vem sempre aqui?”. “Sim”, disse Harry. “Até aquela que estava sentada perto de mim?” “Sim, aquela é a Agnes. Por que você quer saber?” “Porque eu ouvi ela dizendo que é o aniversário dela amanhã, e eu pensei em fazermos uma festa surpresa”. Pausa. Então Harry esboçou um sorriso. “Essa seria uma boa ideia”. Não demorou muito para a esposa dele se envolver no plano também.
Em seguida
2h30 da madrugada seguinte. Campolo trouxe enfeites e Harry assou um bolo. A notícia se espalhou e era como se todas as prostitutas de Honolulu estivessem na lanchonete – além de Campolo, o pregador. Quando Agnes entrou com suas amigas, elas ficou pasma. Sua boca ficou aberta e os joelhos vacilaram. Ao sentar-se em um banquinho, todos cantaram “Parabéns pra você”. “Apaga as velinhas!”, alguém gritou, mas no fim das contas, foi Harry que teve que apagar. Então ele estendeu uma faca para ela. “Corte o bolo, Agnes, pra que a gente possa comer”. Ela olhou para o bolo. Então disse, vagarosamente, “Será que dá… se vocês não se importarem… pra esperar um pouco… pra comer o bolo?” “Claro, sem problema”, disse Harry. “Pode levar pra casa, se você quiser” “Posso?”, ela perguntou. “Posso levar pra casa agora? Eu já volto”. E lá foi ela, carregando seu bolo.
Que tipo de igreja
O silêncio reinava. Então Campolo disse “Que tal orarmos?”. E eles oraram. Campolo dirigiu um grupo de prostitutas em oração às 3h30 da madrugada. Quando terminaram, Harry disse “Ei, você nunca me contou que era algum tipo de pregador. A qual igreja você pertence?”. Campolo respondeu “Eu pertenço a uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas às 3h30 da madrugada”. Harry ficou em silêncio por um tempo, e depois resmungou, “Não, não é verdade. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. Eu ia querer fazer parte de uma igreja assim”.
Campolo conclui seu relato:
Nós também não queremos fazer parte de uma igreja assim? Não amaríamos uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas às 3h30 da madrugada? (…) Mas qualquer um que lê o Novo Testamento descobrira que Jesus gostava de estar com prostitutas e todo tipo de gente excluída. Os coletores de impostos e os “pecadores” amavam estar com ele porque ele se reunia com eles. Os leprosos viam nele alguém que comia e bebia com eles. E enquanto algumas pessoas solenemente piedosas não entendiam o que ele estava fazendo, essas pessoas solitárias que normalmente não eram convidadas para festas o receberam com grande entusiasmo.
***
Traduzido por Filipe Schulz, para o iPródigo.com. Via: TeorLógico

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Perseguição religiosa: Sudão determina imediata retirada de cristãos do país até o dia 9 de abril




Sudão2
O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, determinou a retirada total dos cristãos do país até o dia 9 de abril, em uma intensificação da perseguição religiosa aos grupos minoritários cristãos na região.
O chefe de estado sudanês vem empreendendo, há décadas, perseguições a cristãos e minorias religiosas em todo o país e particularmente nas fronteiras com o Sudão do Sul.
O país recebeu a emancipação em 2011, e desde então, al-Bashir decretou a sharia – lei da islamização absoluta – em todo território. Segundo sua política, o país deveria tornar-se uma nação de “uma só língua, uma só cultura e uma só religião” e os sudaneses cristãos deveriam deixar o território.
Em entrevista ao The Christian Post, o pastor Mário Freitas, presidente da Missão em Apoio à Igreja Sofredora (MAIS), diretamente do Sudão, falou sobre o grande problema enfrentado pelos cristãos ameaçados, que é a falta de perspectiva.
De acordo com Freitas, que está no local desde 3 de abril, os líderes religiosos sudaneses estão tentando encontrar a linha emocional a seguir entre a fé e o desespero.
“Na verdade, ninguém sabe como serão os próximos dias. Não sabem se os filhos poderão seguir normalmente na escola. Não sabem se as esposas estarão em segurança nas ruas e nos mercados. Não sabem como e onde estarão os irmãos de fé”, conta o missionário.
Freitas explica que há grandes dificuldades no processo migratório, entre outras coisas, por causa da alta nos preços do território ao sul.
“Há muitos estrangeiros, funcionários de organizações humanitárias, diplomatas e negociantes, o que também inflaciona os preços. Se todos vão para o mesmo lugar, é natural que se gere concorrência naquele destino.”
Outro fator para a retirada é que os sudaneses cristãos possuem vínculos afetivos com o Sudão. “ Os cristãos pertencem etnicamente ao sul, por serem filhos de tribos daquela região, mas nasceram e cresceram no norte. Têm uma vida aqui em Khartoum. É aqui que seus sonhos foram gestados, aqui estudaram, aqui conheceram seus cônjuges. Não querem sair de casa porque estão em casa”, explicou. “Além disso, não seriam mais aceitos naquele território”.
Há ainda uma questão étnica, pois os sudaneses do norte têm ascendência árabe, enquanto os do sul têm origem nas raças tribais negras. “Estes são muçulmanos convertidos ao cristianismo, o que por si só, já é um crime mortal”.
Segundo o pastor Freitas, nas ruas de Khartoum, capital do Sudão, há uma tensão com relação aos cristãos e uma intensa perseguição moral a eles, que não conseguem empregos e assim não possuem os meios para sua subsistência.
Sobre a perspectiva do dia 8, próximo domingo, Freitas explica que os pastores e cristãos locais não conseguem fazer grandes predições. “Eles não sabem o que esperar. Mas têm muita fé”, assegura. “Eles simplesmente esperam e esperam. Aguardam passivamente, mas não vão deixar sua terra”, garante.
Um dos pastores locais, quando perguntado se temia a morte afirmou: “eu não tenho medo de morrer. Eu já morri”. Para Freitas eles “são heróis e nos encorajam diante de nossos míseros problemas. Eles sabem que Deus lhes será por juíz”.
Genocídio de cristãos
O presidente Omar al-Bahsir já foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia e tem contra si três acusações de genocídio.
A violência, porém, continua. No estado de Kordofan do Sul, ainda há bombardeios aéreos, assassinatos seletivos, sequestros de crianças e outras atrocidades contra cristãos.
Relatórios da ONU indicam que entre 53 mil e 75 mil civis inocentes foram expulsos de seus lares no território sudanês, e casas e edifícios foram incendiados.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Como manter a obra de Deus sem os dízimos e as ofertas?


Primeiramente precisamos conhecer que desde o princípio, o dízimo não foi criado para manter a obra de evangelização, mas para suprir as necessidades dos levitas que não tinha parte nem herança na terra prometida, e também para sustento do estrangeiro que estava às portas do povo de Deus, para auxilio aos órfãos e as viúvas (Deuteronômio 14.29). Porem, essa ordenança era designada os povos do Antigo Testamento.

Mas hoje, vivendo o tempo da graça, o Senhor Jesus deixou o exemplo legado pelos seus apóstolos, a forma como devemos realizar a evangelização descrita a partir do livro de Mateus 10.6-15, ao ordená-los para obra: Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel; e, indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos céus…

Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; DE GRAÇA RECEBESTE, DE GRAÇA DAI. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão, porque digno é o obreiro do seu alimento.

Esta é a receita para se fazer a obra de Deus, e quem assim ordenou foi o próprio Jesus Cristo, e qualquer que fizer a obra arrecadando dinheiro dos irmãos, estará contraditando a palavra do Senhor Jesus.

Mas hoje, vivendo pela graça, a forma correta para anunciar o Evangelho, exemplificada pela igreja primitiva é reunir-se nas casas, justamente para não gerar despesas, para a obra não venha sobrecarregar aos irmãos.

Essa ordenança é uma homologação de Jesus, o qual resumiu isso dizendo: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome aí estou eu, no meio deles (Mateus 18.20).

Isso quer dizer que, para Deus não faz diferença se reunirmos dentro de uma estrutura material, nas casas dos irmãos ou embaixo de uma árvore. Para Deus, importante é a seriedade da obra realizada para anunciar o Evangelho, honrar e magnificar o nome do nosso Deus Pai, reunindo sempre em nome do Senhor Jesus, onde quer que estejamos.

E, quando meditamos na Palavra do Senhor no livro de Atos dos Apóstolos, como também nas Cartas Paulinas, conhecemos a simplicidade como os homens de Deus anunciavam o Evangelho, se direcionavam para onde o povo estava, seja nas casas, ruas, praças, eventualmente em algum templo (aos sábados iam nas sinagogas onde os judeus se reuniam), porem não tinham o compromisso de membro ou freqüência permanente em uma mesma instituição.

Então alguém poderá contestar: E as sete igrejas da Ásia citadas no Apocalipse? Essas igrejas não eram templos edificados pelo homem, nem organizações institucionais eclesiásticas religiosas, eram comunidades evangélicas estabelecidas em cada cidade, exemplificadas também nas cartas de Paulo aos crentes de cada cidade, como também dirigiu cartas aos povos (Romanos e Hebreus) e individualmente para alguns irmãos.

E para ratificar que igreja não é prédio, a carta aos Efésios 5.23, descreve: Assim como o marido é a cabeça da mulher, Cristo também é a cabeça da igreja, sendo Ele próprio o Salvador do corpo.

À luz do Evangelho hoje, a igreja de Cristo assim se constitui: Individualmente, o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, todos os templos formam um corpo, e Jesus Cristo é a cabeça desse corpo. Essa é a igreja do Senhor Jesus, até a sua vinda para arrebatá-la para a Nova Jerusalém.

É recomendável lembrar que um dos textos mais pregados em razão dos dízimos e ofertas, descrito na segunda carta de Paulo aos Coríntios 9.6 e 7, relata: O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará.

Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Muitos pregadores usam essa palavra maravilhosa, por ocasião da coleta na igreja, vinculando o semear de Cristo, com os bens materiais desta vida, mas não mencionam o versículo 9 do mesmo capítulo, onde o Senhor revela que a semente é a caridade, como amor ao próximo, observe:

II Coríntios 9.9: Conforme está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.

Essa referência da palavra, incide no livro dos Salmos 112.9, onde a palavra diz: Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória.

Portanto amados, não se deixem enganar, pois a Palavra nunca recomendou “semear” dinheiro nas igrejas denominacionais.

Quanto ao sustento dos pregadores, esses devem ganhar o pão no suor do seu rosto, devem trabalhar para a manutenção dos seus, pois a Palavra na segunda carta aos Tessalonicenses 3.10 descreve que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.

Porque no Novo Testamento, a Palavra instrui que o homem deverá viver do seu trabalho, inclusive os que pregam o Evangelho. Mas para entender melhor, clique neste link O SALÁRIO DO ANUNCIADOR DO EVANGELHO, é um detalhamento sobre o caráter de vida para o verdadeiro pregador do Evangelho no tempo da graça e salvação, pela aspersão do sangue do Senhor Jesus.

Assim deve ser a obra de Deus hoje, sem tirar dinheiro e nem proveito de ninguém, antes devemos ajudar aos que estão em dificuldades, com caridade (amor a próximo) ordenado de forma imperativa por Jesus Cristo em todos os livros do Novo Testamento.

Entretanto, dedicando-se alguém exclusivamente ao episcopado (I Timóteo 3.1), poderá viver do Evangelho, mas se adequando aos ensinamentos do Senhor Jesus citado anteriormente (Mateus 10.6-15), recebendo apenas o essencial para a sua manutenção cotidiana.

Mas, imitar a conduta de muitos pregadores corruptos, privados da verdade, que vivem sem trabalhar, comercializando o sacrifício e o sangue do nosso Redentor, é algo que jamais poderá acontecer aos que amam a Verdade.

O irmão James de Almeida, no estudo bíblico DIGNO É O OBREIRO DO SEU SALÁRIO, descreveu:

Que obra, a de Deus?

As obras como “instituição igreja”, não são obra de Deus, mas, as obras como “instituição igreja” são templos de tijolos para reunião entre os adoradores de Deus e os barganhadores de bênçãos!

Sem nos esquecer que algumas destas “instituições igreja”, são nada mais que redutos particulares, com fins exclusivos de quem não quer prestar contas nem a Deus!

Mas, acho interessante quando muitos, usam no pé da letra a expressão: “Digno é o obreiro do seu salário”, para justificar salários de pastores…

Ora, precisamos entender que a Palavra diz que é o OBREIRO digno de salário ou alimento [Mateus 10.10], e, não “pastores”!

… os pregadores de rua, são obreiros!
… os que visitam presos e doentes, são obreiros!
… os que ajudam aos pobres e necessitados, são obreiros!
… os que abrem as portas de seus lares para reunir irmãos para adorarem a Deus, são obreiros!
O uso adequado e justo de hermenêutica bíblica, nos traz o entendimento de que o salário do OBREIRO é a vida eterna [parábola dos trabalhadores na vinha – Mateus 21.1-16], bem como, o salário do pecado é a morte [Romanos 6.22-23].


Fonte: Cristo e a verdade

quinta-feira, 1 de março de 2012

Quando a Igreja destroi a família



Parece-me que quanto mais absurdas as coisas se tornam, mais adeptos elas ganham. Ninguém desconfia do que é totalmente absurdo! É como se um assaltante que tivesse acabado de assaltar um banco, encontrasse um policial e este lhe perguntasse: O que tem em sua mochila que parece tão pesada? Então o assaltante com um sorriso simpático no rosto responderia ao policial: “Boa tarde policial. Realmente está muito pesada. Aqui estão cinquenta milhões de reais que acabei de assaltar do banco da esquina e o pior é que uma boa parte do dinheiro está em moedas!” Por ser uma situação tão absurda, o policial sorriria, balançando a cabeça, sem ao menos desconfiar que o homem estivesse falando a verdade.

Da mesma forma acontece com as coisas espirituais.

Há algum tempo eu soube que um jovem, amigo meu, recebeu de seu pastor a orientação de manter-se emocionalmente distante dos familiares com a finalidade de não sofrer. Deveria viver sem ter um vínculo muito forte com a família, pois tal vínculo poderia comprometer a qualidade de sua fé. Se assim procedesse, quando os inevitáveis conflitos surgissem, estaria imunizado do sofrimento e do desgaste espiritual gerados por eles.

Para entendermos melhor o assunto, vamos ver resumidamente algumas premissas desta “filosofia de vida” que é defendida por alguns grupos cristãos:
  1. O importante é a pessoa sentir-se bem com Deus. Ela precisa estar em paz. Nada deve gerar conflitos que possam afetar seu estado espiritual. Deve preservar a sua integridade espiritual a qualquer custo e doa a quem doer;
  2. Confrontos com pontos teológicos ou filosofias de vida diferentes de seu credo também podem causar grande prejuízo à sua vida espiritual;
  3. Os conflitos inerentes aos relacionamentos familiares devem ser evitados ao máximo, mesmo que você tenha que desprezar a família (claro que isso é dito de forma mais sociável);
  4. Quanto mais você se afastar do “mundo” e se confinar na igreja, participando de todas as suas atividades e programações, mais forte espiritualmente você será.
Se você também entende que devemos nos manter a uma “distância segura” dos familiares, é provável que esteja pensando nestes textos bíblicos como justificativa:

1. ”Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26).
2. ”E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” (Mateus 19:29);
3. “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.” (Mateus 10:37)

Embora estes textos isolados sejam usados por muitas pessoas para justificar seu descomprometimento com a família em prol da “igreja” ou do “ministério”, se os mesmos forem analisados dentro de seu contexto bíblico veremos que não oferecem nenhum respaldo ao “abandono” da família. Vejamos:

Quando Deus por meio de um anjo anunciou a Zacarias, o nascimento de seu filho, João Batista, lhe disse: “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” (Lucas 1:17). Deus estava afirmando que João prepararia os corações do povo para a vinda do Ungido do Senhor. O Messias deveria encontrar corações quebrantados nos quais sua mensagem tivesse guarida. O principal objetivo da pregação de João, citado pelo anjo foi exatamente a restauração da família: “para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos”.

A vinda do Messias poderia ter sido de qualquer outra forma, mas aprouve a Deus que Jesus, o Salvador, nascesse no seio de uma família, testificando assim da importância desta instituição no plano de Deus. O Filho de Deus nasceu em uma família humilde e ali cresceu em submissão aos seus pais terrenos. Lemos em Lucas este testemunho do Filho de Deus ainda menino: “E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.” (Lucas 2:51).

O primeiro milagre público de Jesus foi durante uma festa familiar, consagrando um casamento: “E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas.” (João 2:1-2).

Muitas vezes, ao curar e libertar, Jesus orientava as pessoas a voltarem para suas famílias e testemunharem em seus lares. Vemos isso, por exemplo, com o endemoninhado gadareno que, em gratidão pelo grande livramento, queria seguir Jesus: “Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.” (Marcos 5:19).

Jesus ressuscitou o filho da viúva de Naim, que era a única pessoa que tinha na família. Ressuscitou Lazaro, restaurando assim a paz em mais uma família. Curou a filha de Jairo, um dos líderes da sinagoga. Jesus se dedicava à restaurar a paz e a dignidade nas famílias. Frequentava os lares de seus discípulos. Por exemplo, curou a sogra de Pedro, o qual os católicos afirmam ter sido o primeiro Papa: “E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os.” (Mateus 8:14-15)

Enfim, Jesus reconhecia e honrava a família, pois sabia que esta foi constituída por Deus. Quando as famílias estavam com problemas, Jesus curava, libertava, ressuscitava, trazendo refrigério e paz à mesma. Não é, então, estranho que Jesus tenha afirmado que quem não aborrecer o seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs não é digno de Reino de Deus? Ou há uma veemente contradição na Palavra de Deus ou a interpretação é bem diferente daquela entendida à primeira vista!

Qualquer interpretação honesta e baseada no contexto neotestamentário afirmará que estes textos se referem à fidelidade ao Reino de Deus. Se referem ao dever de amar mais a Deus do que às suas criaturas. Aliás, devemos amar a Deus acima de todas as coisas, inclusive mais do que a nós mesmos.

O mesmo texto (Lucas 14:26) que diz que para seguirmos Jesus devemos ”aborrecer pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs” também diz que devemos “aborrecer” nossa própria vida. Jesus resumiu toda a Lei em apenas dois mandamentos. Estes dois mandamentos são os parâmetros para nos guiarmos neste assunto e tudo o mais que se refere ao amor: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” (Mateus 22:37-40)

1. Devemos amar a Deus de todo o nosso coração! Não há como não entender esta afirmação;
2. Devemos amar nosso próximo como a nós mesmos. Aí é que mora a encrenca! Amar a Deus, todos os religiosos “igrejeiros” dizem amar, mas amar o próximo como a si próprio, cada um tem sua própria interpretação. Amar o irmão dentro da igreja é muito fácil, principalmente se tiver tocando um fundo musical bem suave e os olhos do irmão estiverem brilhando. Mas é isso que Jesus nos pediu?

Acho que não foi bem isso! Ele disse o seguinte: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:44) Em momento nenhum Jesus pediu para os seus servos se isolarem do mundo e muito menos de seus familiares. Em sua oração intercessora antes de sua morte Jesus disse: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” (João 17:15)

Em várias parábolas Jesus citou a família para referir-se ao reino de Deus e ao pai de família pra referir-se à Deus. Isto é bem explícito em Lucas 13, onde lemos: “Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade.” (Lucas 13:25-27).

Após a ressurreição de Jesus e a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, a igreja que se iniciou se reunia nos lares. As igrejas fundadas pelo apóstolo Paulo também eram nos lares. Em muitos casos as famílias eram as principais referências do cristianismo nos primórdios da Igreja.

Vemos por exemplo a família de Estéfanas: “Agora vos rogo, irmãos (sabeis que a família de Estéfanas é as primícias da Acaia, e que se tem dedicado ao ministério dos santos).” (1 Coríntios 16:15). Paulo era muito zeloso pela coerência da fé para a preservação tanto da igreja quanto da família. Escreveu para Timóteo sobre isso: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.” (1 Timóteo 5:8) e “Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.” (1 Timóteo 5:4) Também escreveu sobre isso aos gálatas: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.” (Gálatas 6:10) e aos colossenses: “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.” (Colossenses 3:20-21).

Por mais incrível que possa parecer aos líderes das igrejas de hoje o critério para escolha de obreiros na igreja primitiva não era ser dizimista fiel e nem tão pouco estar nos cultos todos os dias da semana e nem ainda abandonar tudo pela igreja, o critério era o seguinte: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (1 Timóteo 3:4-5).

O que foi então que Jesus estava querendo dizer com aqueles textos em azul citados no início? Devemos amar! Acima de tudo, a despeito de tudo, apesar de tudo e contra tudo, devemos amar muito! Primeiro, a Deus! Que nada e ninguém seja obstáculo para o nosso amor a Deus! Segundo, ao nosso próximo! Que nada, nenhuma filosofia, nenhuma religião, nenhum “ministério”, nenhuma ordenança de homens, nenhuma instrução extra-bíblica possa obstruir nosso amor ao próximo! E, meus caros, não há ninguém mais próximo do que nossos familiares. Se estão distantes talvez nós sejamos os culpados por esta situação.

Não sejamos hipócritas. Não é fugindo da família e dos amigos que vamos preservar a fé. Jesus andava, não com os religiosos, mas com os excluídos. Se você teme sair do “casulo” talvez não esteja pronto para voar nas asas da bendita Graça de Deus. Enquanto corajosos homens e mulheres de Deus gastam suas vidas em perigos de morte e em sofrimentos nas missões do Reino ao redor do mundo, uma grande parte de cristãos engorda egoisticamente em templos suntuosos excluindo das bençãos da Graça aqueles que estão tão próximos: Seus familiares e amigos. Tudo porque seus líderes os prendem com ameaças totalmente descabidas e anti-bíblicas.

Foi Deus quem instituiu a família. A família é a célula mater da sociedade. É do plano de Deus que a família reflita na sociedade as bençãos do Reino de Deus. A Igreja saudável é composta de famílias saudáveis. Mas o líder da igreja não tem supremacia sobre a família. São campos separados.

Jesus censurou gravemente os religiosos de seu tempo por invalidar a Palavra de Deus por causa de seus costumes: “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe, E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas…” (Mateus 15:3-7a)

O que vemos em grande número são esposas que não respeitam seus maridos para só darem ouvidos aos seus pastores. Jovens que são instruídos a desconsiderarem o que seus pais falam como se os mesmos não fossem dignos de respeito. Toda legítima paternidade é oriunda de Deus Pai. Quantos erros induzidos pelos líderes. Quanto prejuízo espiritual! Quantas famílias dilaceradas. Se Jesus estivesse em carne em nossos dias, certamente trataria tais líderes como tratou os escribas e fariseus do primeiro século.

Primeiro Deus, depois a família, depois o resto! O nosso Deus é um Deus de ordem. É um Deus zeloso pelo amor e pela justiça. Hoje muitos cristãos simplesmente colocaram suas vidas nas mãos de outros homens. Isso é terrível, pois Deus nos chamou para a liberdade e muitos líderes impedem que seus liderados cresçam verdadeiramente na fé, pois lhes fornecem alimento pré-processado para que não tenham a liberdade de pensar por si só. Além disso, contribuem para a desagregação da família.
Peixes de aquário! Isto é o que muitos cristãos são hoje. Já não sabem o que é a abundância das correntezas, pois temem sair de seu cubículo. Pássaros de gaiola que desconhecem o voar na imensidão do céu da Graça.

O amor verdadeiro “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:7). O cristão verdadeiro deve sempre cultivar este amor, começando por sua família e Deus lhe dará a força necessária para vencer todas as barreiras, porque o Reino de Deus está dentro do cristão: “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” (Lucas 17:20-21)

Vivemos dias em que a sociedade está esfacelando a família com hábitos pecaminosos e leis destrutivas. A Igreja deve ser uma força para a preservação e restauração da família. A Igreja, como Corpo de Cristo, deve levantar sua voz de autoridade contra aqueles líderes que segregam seus seguidores, afastando-os de seus familiares ou desonrando os relacionamentos familiares como se estes fossem secundários. Famílias saudáveis compõem igrejas saudáveis. Será que devemos voltar ao discurso de João Batista: – “Arrependei-vos porque é chegado o Reino de Deus”?

Por Alma Saldável
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