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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Moeda achada em Israel pode comprovar a existência de Sansão



Uma pequena moeda pode ser a primeira prova da existência de Sansão, o matador bíblico dos filisteus (povo não-semítico que habitava o sudoeste da Palestina durante o período bíblico).
Arqueólogos acharam o artefato durante escavações na região de Beit Shemesh, na Judeia, nas proximidades de Jerusalém, de acordo com reportagem do “Daily Mail”.
A moeda parece descrever uma história que consta do Velho Testamento, na qual Sansão, cujo poder foi desfeito pela traição de Dalila, luta com um leão.
Acredita-se que o objeto date de século XI antes de Cristo, quando as tribos israelitas se mudaram para a região após Josué conquistar Canaã.

Nessa época, os judeus eram liderados por figuras conhecidas como juízes – um deles era Sansão.

Beit Shemesh (foto abaixo) é citada várias vezes no Velho Testamento.
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CRÂNIO DE UM NEFILIN : BIZARRA CAVEIRA GIGANTE FOI ENCONTRADA NO PERU


APARECEM EM TODO O MUNDO FATOS SOBRE A ENGENHARIA GENÉTICA APLICADA PELOS ANJOS CÁIDOS EM GÊNESIS 6:4...

O antropologista peruano Renato Davila Riquelme foi o responsável pela descoberta de um estranho e não identificado crânio gigante de proporção triangular, quase se assemelhando a uma criatura extraterrestre.

Aliás, depois de analisar a caveira, alguns cientistas espanhoís e russos, que não se quiseram identificar, dizem mesmo que se trata de um achado vindo de outro mundo, pois nada como isto foi alguma vez avistado no mundo.

Os mais céticos pensam que o crânio poderá ter pertencido a uma criança que poderá ter morrido de hidrocefalia, uma estranha doença que causa o aumento do cabeça.

Seja como for, as opiniões estão muito divididas. Será humano ou não humano, HIBRIDO ?

E você o que pensa? Veja as fotos e opine depois. Quer saber a minha opinião?

caveira gigante
Leia o artigo completo no site do diário Daily Mail AQUI

Meteorito Fukang - Homem tem um pedaço da galáxia nas mãos!





O meteorito Fukang foi encontrado em 2000 na província de mesmo nome na China. É um tipo raro de meteorito composto de ferro incrustado com belos cristais de olivina. Além de se gabar de ter esta pérola galáctica nas mãos este homem sortudo pode lucrar até 2 milhões de dólares caso deseje se desfazer da preciosidade. Veja a galeria completa depois do jump.














terça-feira, 15 de maio de 2012

Pastores feridos




Por Marcelo Brasileiro

Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?
As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo.  Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.
Foi preciso parar.  No fim de 2010, José Nilton protocolou uma carta à direção de sua igreja requisitando a “disponibilidade ativa”, uma licença concedida aos pastores da denominação. Passou todo o ano de 2011 longe das funções ministeriais. No período, foi exercer outras funções, como advogado e professor de escola pública e de seminário.  “Acho possível servir a Jesus, independentemente de ser pastor ou não”, raciocina, analisando a vida em perspectiva. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”. Reconstruindo-se das cicatrizes, Nilton casou-se novamente. E, este ano retornou ao púlpito, assumindo o pastoreio de uma igreja na zona leste de São Paulo. Todavia, não descarta outro freio de arrumação. “Acho que a vida útil de um líder é de três anos”, raciocina. “É o período em que ele mantém toda a força e disposição. Depois, é bom que esse processo seja renovado”. É assim que ele pretende caminhar daqui para frente: sem fazer do pastorado o centro ou a razão da sua vida.
Encontrar o equilíbrio no ministério não é tarefa fácil. Que o digam os ex-pastores ou pastores afastados do púlpito que passam a exercer outras atividades ou profissões depois de um período servindo à igreja. Uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), com seus 30 mil pastores filiados – entre homens e mulheres –, registra uma deserção de cerca de 70 pastores por mês desde o ano passado. Os números estão nas circulares da própria igreja. Não é gente que abandona a fé em Cristo, naturalmente; em sua maioria, os religiosos que pedem licença ou desligamento das atividades pastorais continuam vivendo sua vida cristã, como fez José Nilton no período em que esteve afastado do púlpito. É que as pressões espirituais e as demandas familiares e pessoais dos pastores, nem sempre supridas, constituem uma carga difícil de suportar ao longo doa anos. Some-se a isso os problemas enfrentados na própria igreja, as cobranças da liderança, a necessidade de administrar a obra sob o ponto de vista financeiro e – não raro – as disputas por poder e se terá uma ideia do conjunto de fatores que podem levar mesmo aquele abençoado homem de Deus a chutar tudo para o alto.
A própria IPI, onde José Nilton militou, embora muito menor que a Quadrangular – conta com cerca de 500 igrejas no país e 690 pastores registrados –, teria hoje algo em torno de 50 ministros licenciados, número registrado em relatório de 2009. Pode parecer pouco, mas representa quase dez por cento do corpo de pastores ativos. Caso se projete esse percentual à dimensão da já gigantesca Igreja Evangélica brasileira, com seus aproximadamente 40 milhões de fiéis, dá para estimar que a defecção dos púlpitos é mesmo numerosa. De acordo com números da Fundação Getúlio Vargas, o número de pastores evangélicos no país é cinco vezes maior do que a de padres católicos, que em 2006 era de 18,6 mil segundo o levantamento Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. Porém, devido à informalidade da atividade pastoral no país, é certo que os números sejam bem maiores.
FERIDOS QUE FEREM
O chamado pastoral sempre foi o mais valorizado no segmento evangélico. Por essa razão, é de se estranhar quando alguém que se diz escolhido por Deus para apascentar suas ovelhas resolva abandonar esse caminho. Nos Estados Unidos, algumas pesquisas tentam explicar os principais motivos que levam os pastores a deixar de lado a tarefa que um dia abraçaram. Uma delas foi realizada pelo ministério LifeWay, que, por telefone, contatou mil pastores que exerciam liderança em suas comunidades eclesiásticas. E o resultado foi que, apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”. Curiosamente, foram os veteranos, com mais 65 anos, os menos desanimados. Já os dirigentes das megaigrejas foram os que mais reclamaram de problemas. De acordo com o presidente da área de pesquisas da Life Way, Ed Stetzer – que já pastoreou diversas igrejas –, a principal razão para o desânimo pode vir de expectativas irreais. “Líderes influenciados por uma mentalidade consumista cristã ferem todos os envolvidos”, aponta. “Precisamos muito menos de clientes e muito mais de cooperadores”, diz, em seu blog pessoal.
Outras pesquisas nos EUA vão além. O Instituto Francis Schaeffer, por exemplo, revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Numa pesquisa da entidade, 57% dos pastores ouvidos admitiram que deixariam suas igrejas locais, mesmo se fosse para um trabalho secular, caso tivessem oportunidade. E cerca de 70% afirmam sofrer depressão e admitem só ler a Bíblia quando preparam suas pregações. Do lado de cá do Equador, o nível de desistência também é elevado, ainda mais levando-se em conta as grandes expectativas apresentadas no início da caminhada pastoral pelos calouros dos seminários. “No começo do curso, percebemos que uma boa parte dos alunos possui um positivo encantamento pelo ministério. Mais adiante, já demonstram preocupação com alguns dilemas”, observa o diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, o pastor batista Lourenço Stélio Rega. Ele estima que 40% dos alunos que iniciam a faculdade de teologia desistem no meio do caminho. Os que chegam à ordenação, contudo, percebem que a luta será uma constante ao longo da vida ministerial – como, aliás, a própria Bíblia antecipa.
E, se é bom que o ministro seja alguém equilibrado, que viva no Espírito e não na carne, que governa bem a própria casa, seja marido de uma só mulher (ou vice-versa, já que, nos tempos do apóstolo Paulo não se praticava a ordenação feminina) e tantos outros requisitos, forçoso é reconhecer que muita gente fica pelo caminho pelos próprios erros. “O ministério é algo muito sério” lembra Gedimar de Araújo, pastor da Igreja Evangélica Ágape em Santo Antonio (ES) e líder nacional do Ministério de Apoio aos Pastores e Igrejas, o Mapi. “Se um médico, um advogado ou um contador erram, esse erro tem apenas implicação terrena. Mas, quando um ministro do Evangelho erra, isso pode ter implicações eternas.”
Desde que foi criado, há 20 anos, em Belo Horizonte (MG), como um braço do ministério Servindo Pastores e Líderes (Sepal), o Mapi já atendeu milhares de pastores pelo país. Dessa experiência, Gedimar traça quatro principais razões que podem ser cruciais para a desmotivação e o abandono do ministério. “Ativismo exagerado, que não deixa tempo para a família ou o descanso; vida moral vacilante, que abre espaço para a tentação na área sexual; feridas emocionais e conflitos não resolvidos; e desgaste com a liderança, enfrentando líderes autoritários e que não cooperam”, enumera. Para ele, é preciso que tanto os membros das igrejas quanto as lideranças denominacionais tenham um cuidado especial com os pastores. “Muitos sofrem feridas, como também, muitas vezes, chegam para o ministério já machucados. E, infelizmente, pastor ferido acaba ferindo”.
Quanto à responsabilidade do próprio pastor com o zelo ministerial, Gedimar é taxativo: “É melhor declinar do ministério do que fazê-lo de qualquer jeito ou por simples necessidade”. A rede de apoio oferecida pelo Mapi supre uma lacuna fundamental até mesmo entre os pastores – a do pastoreio. “É preciso criar em torno do ministro algumas estruturas protetoras. É muito bom que o líder conte com um grupo de outros pastores onde possa se abrir e compartilhar suas lutas; um mentor que possa ajudá-lo a crescer e acompanhamento para seu casamento e família e, por fim, ter companheiros com quem possa desenvolver amizades e relacionamentos saudáveis e sólidos”, enumera.
EXPECTATIVAS
Juracy Carlos Bahia, pastor e diretor-executivo da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), sediada no Rio de Janeiro, conhece bem o dilema dos colegas que, a certa altura do ministério, sentem-se questionados não só pelos outros, mas, sobretudo, por si mesmos. Ele lida com isso na prática e sabe que o preço acaba sendo caro demais. “Toda atividade que envolve vocação, como a do professor, a do médico ou a do pastor, é vista com muita expectativa. Quando se abandona esse caminho, é natural um sentimento de inadequação”. Para Bahia, o desencantamento com o ministério pastoral é fruto também do que entende como frustrações no contexto eclesiástico. Há pastores, por exemplo, que julgam não ter todo seu potencial intelectual utilizado pela comunidade. “Às vezes, o ministro acha que a igreja que pastoreia é pequena demais para seus projetos pessoais”, opina. Isso, acredita Bahia, estimula muitos a acumularem diversas funções, além das pastorais. “Eu defendo que os pastores atuem integralmente em seus ministérios. Porém, o que temos visto são pastores-advogados, pastores-professores, enfim, pastores que exercem outras profissões paralelas ao púlpito”, observa.
No entender do dirigente da OPBB, esse acúmulo de funções mina a energia e o potencial do obreiro para o serviço de Deus. A associação reúne aproximadamente dez mil pastores batistas e Bahia observa isso no seio da própria entidade: “Creio que metade deles sofra com a fuga das atividades pastorais para as seculares”. Contudo, ele acredita que deixar o ministério não é algo necessariamente negativo. “A pessoa pode ter se sentido vocacionada e, mais adiante na vida, por meio da experiência, das orações e interação com outros pastores, é perfeitamente possível chegar à conclusão que a interpretação que fez sobre seu chamado não foi adequada e sim emotiva”.
Quando, já na meia idade, casado e com dois filhos, ingressou no Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), na capital pernambucana, Recife, Francisco das Chagas dos Santos parecia um menino de tanto entusiasmo. Nem mesmo as críticas de parentes para que buscasse uma colocação social que lhe desse mais status e dinheiro o desmotivou. “A igreja, para mim, é a melhor das oportunidades de buscar e conhecer meu Criador para que, pela graça, eu continue com firmeza a abrir espaço em meu coração para que ele cumpra sua vontade em mim, inclusive no ministério pastoral”, anotou em sua redação para o ingresso no SPN, em 1998. Ele formou-se no curso, foi ordenado pastor em 2003 e dirigiu igrejas nas cidades de Garanhuns e Saloá.
Hoje, aos 54 anos, Francisco trabalha como servidor público no Instituto Agronômico de Pernambuco. Ainda não curou todas as feridas e ressentimentos desde que, em 2010, entregou seu pedido de desligamento da denominação. Ele lamenta o tratamento recebido pelos seus superiores enquanto foi pastor. “Minha opinião sobre igreja não mudou. Nunca planejei um dia pedir licença ou despojamento do ministério. Mas entendo que somos o Corpo de Cristo, e, se uma unha dói, todos nós estamos doentes”, pondera. “Não é possível ser pastor sem pensar em restaurar vidas – e existem muitas vidas precisando de conserto, inclusive entre nós, pastores”.
A vida longe dos púlpitos ainda não foi totalmente sublimada e Francisco sabe bem que será constantemente indagado sobre sua decisão de deixar o ministério. “A impressão é que você deixou um desfalque, que adulterou ou algo parecido”, observa. Ele não considera voltar a pastorear pela denominação na qual se formou, porém não consegue deixar de imaginar-se como pastor. “Uma vez pastor, pastor para sempre”, recita, “muito embora as pessoas, em geral, acreditem que seja necessário um púlpito.”
Porta de saída
Pesquisa realizada nos Estados Unidos traçou um panorama dos problemas da atividade pastoral…
70% dos pastores admitem sofrer de depressão e estresse
80% deles sentem-se despreparados para o ministério
70% afirmam só ler a Bíblia quando precisam preparar seus sermões
40% já tiveram casos extraconjugais
30% reconhecem ter reduzido as próprias contribuições às igrejas após a crise financeira
… e avaliou as consequências disso:
1,5 mil pastores deixam o púlpito todos os meses
5 mil religiosos buscavam emprego secular no ano de 2009, mais do que o dobro do que ocorria em 2005
2 a 3 anos de ministério é o tempo médio em que os pastores deixam suas igrejas, sendo em direção a outras denominações ou não
Fontes: Barna Group, Christian Post, The Wall Street Journal, Instituto Francis A. Schaeffer e Instituto Jetro
Rebanho às avessas
A maioria dos pastores que se afastam de suas atividades ministeriais não abandona a fé em Cristo. Cada um deles, a seu modo, mantém sua vida espiritual e o relacionamento pessoal com Deus. Mas há quem saia do púlpito pela porta dos fundos, renegando as crenças defendidas com ardor durante tantos anos de atividade sacerdotal. Para estes – e, é bom que se diga, trata-se de uma opção nada recomendável –, existe a Freedom from Religion Foundation (“Fundação para o fim da religião”), entidade criada por ninguém menos que o mais famoso apologista do ateísmo da atualidade, o escritor britânico Richard Dawkins, autor do best-seller Deus, um delírio. Ele e um grupo de céticos lançaram o Projeto Clero, iniciativa que visa a apoiar ex-clérigos – pastores, padres, rabinos – no reinício da vida longe das funções religiosas. “Sacerdotes que perdem sua fé sofrem uma penalização dupla. Eles perdem seu emprego e, ao mesmo tempo, sua família e a vida que sempre tiveram”, argumenta Dawkins, no site do projeto. Não se tem notícia confiável de quantos ex-líderes aderiram ao Projeto Clero, mas parece óbvio que a ideia do refúgio ateu não é apenas abraçar sacerdotes cansados da vida religiosa, mas também engrossar o rebanho crescente daqueles que repudiam a possibilidade da existência de Deus.
Mudança difícil
Não foi uma escolha fácil. Quando o ex-pastor batista Osmar Guerra decidiu que seu lugar não era mais o púlpito, logo foi fustigado por olhares de decepção das pessoas que estavam ao seu redor e acreditavam em seu trabalho espiritual. Afinal, desde menino ele era o “pastorzinho” de sua igreja em Piracicaba, no interior paulista. Desinibido e articulado, o garoto, bem ensinado pelos pais na fé cristã, apresentava uma natural vocação para o pastorado. Por isso, foi natural sua decisão de matricular-se Faculdade Teológica Batista de São Paulo e, após os anos de estudo, assumir a função de pastor de adolescentes da Igreja Batista da Água Branca (IBAB), na capital paulista.
Começava ali uma promissora carreira ministerial. Osmar dividia seu trabalho entre as funções na igreja e as aulas de educação cristã, lecionadas no tradicional Colégio Batista. Tempos depois, o pastor transferiu-se para outra grande e prestigiada congregação, a Igreja Batista do Morumbi. Mas algo estava fora de sintonia, e Osmar sabia disso. Toda sua desenvoltura na oratória, sua capacidade de mobilização e seu espírito de liderança poderiam não ser, necessariamente, características de uma vocação pastoral. E, como dizem os jovens que ele tanto pastoreou, pintou uma dúvida: seu lugar era mesmo diante do rebanho?  “Eu era um excelente animador. Mas me faltava vocação, e fui percebendo isso cada vez mais”.
O novo caminho, ele sabia, não seria compreendido com facilidade pela família, pelos amigos e pelas ovelhas. Mas ele decidiu voltar a estudar, e escolheu a área de rádio e TV. E, mesmo ali, não escapou do apelido de “pastor”, aplicado pela turma. Quando conseguiu um estágio na TV Record, percebeu que ficava totalmente à vontade entre os cenários, as produções e os auditórios. Com seu talento natural, Osmar deslanchou, e o artista acabou suplantando o pastor. Depois de pedir demissão da igreja, em 2005, ele galgou posições na emissora e hoje é o produtor de um dos programas de maior sucesso da casa, O melhor do Brasil, apresentado pelo Rodrigo Faro.
“Durante muito tempo, fiquei em crise”, reconhece hoje, aos 31 anos. “Tive medo de tomar a decisão de deixar de ser pastor. Mas, hoje, sinto-me mais confiante e honesto comigo mesmo e perante os outros”, garante. Longe do púlpito, mas não de Jesus, Osmar Guerra continua participativo na sua igreja, a IBAB, onde toca e canta no louvor. De sua experiência, ele se acha no direito de aconselhar os mais jovens. “Defendo que, antes do seminário, as pessoas busquem formação em outras áreas, ainda mais quando são novas”, diz. Isso, segundo ele, pode abrir novas possibilidades se o indivíduo, por um motivo qualquer, sentir-se desconfortável no púlpito. Contudo, ele não descarta o valor de um chamado genuíno: “Se, mesmo assim, a vontade de se tornar um pastor continuar, isso é sinal de que o caminho pode ser esse mesmo.”
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sábado, 12 de maio de 2012

Pregador critica pastores que entram na política; “Pastor é pastor. Político é político”


Pastor Elson de Assis comenta sobre a chamada ministerial e a política
por Michael Caceres



 
Pregador critica pastores que entram na política; “Pastor é pastor. Político é político”
Durante muito tempo a igreja evangélica considerou o envolvimento de cristãos com a política algo pecaminoso. Os líderes e pregadores sempre pregaram que a política era do diabo. Hoje em dia os evangélicos formam uma forte representação no país, com senadores, deputados e vereadores. E especialistas acreditam que isso se deve a forte ameaça política contra a igreja, nas leis que tramitam em benefício de temas polêmicos como o homossexualismo, o aborto, a eutanásia, entre outros.
Hoje, o Brasil é o segundo país no mundo com maior número de cristãos, segundo o instituto de pesquisa norte-americano Centro Pew. As igrejas reconhecem a força que tem de eleger representantes e usar a política como benefício.
Mas o tema ainda gera polêmica. E no centro desta discussão está o deputado federal, Pastor Marco Feliciano, que em 2005, em plena ascensão como conferencista, afirmou durante o 21º Gideões Missionário da Última Hora, realizado em Camboriú, Santa Catarina, que nunca se rebaixaria a ser um político.
Hoje ele é um dos políticos evangélicos com maior prestígio na Câmara dos Deputados. Voz ativa conseguiu, juntamente com outros candidatos cristãos, se opor a diversas leis que seriam aprovadas se não fosse à participação da Bancada Evangélica.
Sobre a frase? Ele justifica: “Alguém me falou que Billy Graham havia dito isso e eu copiei“ diz.
O Pastor cita homens como Martin Luther King e Jimmy Carter como exemplo de cristãos que foram bem na política, também fala sobre personagens bíblicos como José e Daniel. “Jesus tinha afinidade com políticos, até porque ele foi sepultado na sepultura de José de Arimatéia, senador Romano” diz ele.
Mas na opinião do pastor Elson de Assis, fundador do ministério Palavra e Fogo, “quando a gente é pastor pregador e entramos na política. Já deixamos de colocar Deus em 1º lugar amado” (sic), disse através de sua conta no Twitter.
Ele entrou no debate quando um usuário da rede disse concordar com o pastor Marco Feliciano. Elson também afirmou que “Billy Graham é um exemplo. Tinha acesso a Presidente, Parlamento, uma autoridade na América. Mas nunca deixou sua chamada”.
“Ser chamado. É ter convicção da sua importância no reino. Nunca misturar as coisas. Pastor é pastor. Pregador é pregador. Político é político” (sic), continuou.
Quando questionado sobre o que achava do Pastor Marco Feliciano, Elson respondeu: “dele não acho nada. Nem de ninguém. Só que pregador é pregador, profeta, pastor. Deus chama e pronto”.
O debate esquentou quando um dos assessores do Pastor Marco Feliciano decidiu defendê-lo. Bauer respondeu dizendo que “a inveja é a arma do sataninha ache uma escada e suba, você pode até mesmo ser um deputado” (sic).
Elson insistiu, “pastor é pastor. Político é político”. E Bauer novamente respondeu que “se todos pensassem igual seríamos robôs, amado irmão. Leia mais O Livro Sagrado estais precisando”(sic).
Para acalmar os ânimos o Pastor Marco Feliciano escreveu: “Humildemente rogo suas orações e peço q continue sendo o q Deus te chamou pra ser! Eu estou fazendo a minha parte! Um abraço!”.
Elson respondeu, “sim amado. Então diga para seus assessores não me chamar de invejoso só porque minha opinião é contrária”.
“Só respondo por mim amigo. Democracia é assim. Ninguém esta autorizado a falar em meu nome. Mas todos expressam sua opinião. Nunca é tarde pra voltar atrás e desfazer um erro. É honroso. A maturidade mostra isso à gente. Eu enxerguei a tempo. Sucesso!”, concluiu o pastor Marco Feliciano.

Obama se declara a favor do casamento gay

O presidente americano Barack Obama, que está em plena campanha eleitoral para ser reeleito, afirmou nesta quarta-feira (9) que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O tema entrou em questão durante uma entrevista onde o presidente afirmou que as relações homoafetivas podem ser consideradas como uma “evolução” e que ele tem discutido o assunto com membros da sua equipe que são assumidamente gays e também com sua esposa e filhas.
“Devo dizer que ao longo de anos eu venho falando com amigos, família e vizinhos e, quando eu penso em membros da minha própria equipe que estão em relações monogâmicas homossexuais, que estão criando crianças juntos, quando eu penso em soldados, pilotos, fuzileiros ou marinheiros que estão lutando em nosso nome e ainda se sentem constrangidos, mesmo agora quando a Don’t Ask Don’t Tell [política que proibia pessoas abertamente gays nas Forças Armadas] já não existe, porque não podem assumir suas relações, eu chego à conclusão que para mim pessoalmente é importante seguir e afirmar que casais do mesmo sexo devem poder se casar”, disse Obama.
Ainda nessa participação no programa “Good Morning América”, o presidente americano deixou claro que sua posição sobre o tema é pessoal e que é a favor de que cada estado norte-americano decida sobre aceitar ou não a união civil entre homossexuais.
O assunto veio à tona, pois na terça-feira o estado da Carolina do Norte aprovou uma lei, votada pela população, que bane a união entre homossexuais. Já são 31 estados, dos 50 pertencentes aos Estados Unidos, que não consideram como casamento a união entre pessoas do mesmo sexo.
(Fonte: Gospel Prime)
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Nota: É inegável a existência de gays competentes, caridosos e honestos no trabalho. Considero também que haja exemplo de casais homossexuais (não declarados) que educam uma criança juntos e que esta possa se tornar um cidadão exemplar no futuro. Assim como vejo que é provável que o Estado laico, seja ele qual for, tome decisões baseadas em concepções não-religiosas e entenda como viável o casamento gay – como ocorreu recentemente na Argentina.
Agora, devemos ponderar que assim como qualquer homem distante de Deus, o(a) homossexual precisa reconhecer sua condição geral (Rm 3:23) e específica (Rm 1:26,27); já sobre a educação de uma criança por um casal gay, lembremo-nos: nem tudo que dá certo é certo!
Ao acreditar numa “evolução” social, Obama lamentavelmente relativiza as Escrituras. Seria a Bíblia um livro ultrapassado com conceitos antiquados não adaptáveis às sociedades do século XXI? (É o que muitos acham)
Vivemos em dias preocupantes. Parece ser mais fácil “constranger” uma verdade bíblica em nome de uma ‘democracia sexual’,  assim como parece ser mais fácil o Evangelho se adaptar ao homem e/ou as sociedades, do que ambos confessarem seus pecados e alcançarem do Senhor graça e misericórdia.

Observador Walter McAlister


Maurício Zágari: Existe diferença entre louvor e entretenimento Cristão?
Walter McAlister.: Muita. Louvor não é algo que se ouve, é algo que se faz. Há muitas músicas hoje que são simplesmente impossíveis de cantar. São um show de música. Já estive em cultos em que a música da plataforma era maravilhosa, incrível, fora de série, ensaiada, com um arranjo lindo. Mas eu olhava para o povo e ninguém estava cantando. Ninguém conseguia cantar, porque não havia ensaiado as viradas e certas modulações da música. Ou seja, embora o show fosse lindo, não promoveu louvor e, portanto, não era louvor. Louvor não é algo que se assiste, é algo que se faz. As pessoas não devem ir à igreja para assistir a um culto, mas sim para prestar um culto.
A Igreja coletivamente presta um culto a Deus, mas, hoje em dia, em sua grande maioria, as pessoas vão à igreja para receber ou assistir. Vão embora ao final dizendo “hoje o louvor foi bom”; não porque “eu louvei bem”, mas porque “cantaram músicas das quais gostei, que me fizeram bem. Me emocionei, estou todo suado, todo feliz”. Julgam a qualidade do louvor pela sua percepção, pela sua experiência, pela sua emoção, pelo alento que esse “louvor” proporcionou a elas; quando, de fato, o louvor é um serviço a Deus. Ninguém vai para o trabalho e diz, no final do dia, “hoje eu construí um muro que me emocionou”. Não, ele foi lá para trabalhar e não construiu o muro para o seu prazer, mas para a pessoa que o contratou.
Nós fomos salvos para servir a Deus, para louvar a Deus. Então, quando vamos à igreja é para prestar culto a Deus. O que não entendo é que as pessoas chegam atrasadas ao culto e dizem “ainda estão cantando, ainda não chegou a hora da mensagem, então posso chegar um pouco mais tarde”. Ou seja: percebem aquilo como um interlúdio musical para que os retardatários não se constranjam ao entrar durante a mensagem. Moral da história: as pessoas chamam de louvor o que não é louvor: é entretenimento cristão. E o que deveria ser louvor elas tratam como um espetáculo descartável.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas


“Morte lenta”, 3h da madrugada
Tony Campolo conta de uma vez que estava pregando em Honolulu, no Havaí. Campolo vive na costa leste dos Estados Unidos, então seu corpo estava 6 horas à frente do horário havaiano. Às 3 horas da madrugada, era como se fosse 9h pra ele. Acordado e com fome para o café da manhã, ele se viu de madrugada em uma lanchonete “morte lenta”. Assim que deu a primeira mordida no seu donut, oito ou nove prostitutas entraram na lanchonete. O horário de trabalho estava acabando. A conversa do grupo era alta e barulhenta, era difícil não prestar atenção. Ela ouviu uma dizer a outra que era o aniversário dela no dia seguinte. “O que você quer de mim? Um bolo de aniversário?”, foi a resposta sarcástica. “Por que essa grosseria?”, ela respondeu. “Só estou dizendo. Eu não espero nada. Eu nunca tive uma festa de aniversário. Não estou esperando uma agora”. Quando Campolo ouviu isso, tomou sua decisão.
Quando as mulheres saíram, ele foi até o dono da lanchonete, um rapaz chamado Harry. “Elas vem sempre aqui?”. “Sim”, disse Harry. “Até aquela que estava sentada perto de mim?” “Sim, aquela é a Agnes. Por que você quer saber?” “Porque eu ouvi ela dizendo que é o aniversário dela amanhã, e eu pensei em fazermos uma festa surpresa”. Pausa. Então Harry esboçou um sorriso. “Essa seria uma boa ideia”. Não demorou muito para a esposa dele se envolver no plano também.
Em seguida
2h30 da madrugada seguinte. Campolo trouxe enfeites e Harry assou um bolo. A notícia se espalhou e era como se todas as prostitutas de Honolulu estivessem na lanchonete – além de Campolo, o pregador. Quando Agnes entrou com suas amigas, elas ficou pasma. Sua boca ficou aberta e os joelhos vacilaram. Ao sentar-se em um banquinho, todos cantaram “Parabéns pra você”. “Apaga as velinhas!”, alguém gritou, mas no fim das contas, foi Harry que teve que apagar. Então ele estendeu uma faca para ela. “Corte o bolo, Agnes, pra que a gente possa comer”. Ela olhou para o bolo. Então disse, vagarosamente, “Será que dá… se vocês não se importarem… pra esperar um pouco… pra comer o bolo?” “Claro, sem problema”, disse Harry. “Pode levar pra casa, se você quiser” “Posso?”, ela perguntou. “Posso levar pra casa agora? Eu já volto”. E lá foi ela, carregando seu bolo.
Que tipo de igreja
O silêncio reinava. Então Campolo disse “Que tal orarmos?”. E eles oraram. Campolo dirigiu um grupo de prostitutas em oração às 3h30 da madrugada. Quando terminaram, Harry disse “Ei, você nunca me contou que era algum tipo de pregador. A qual igreja você pertence?”. Campolo respondeu “Eu pertenço a uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas às 3h30 da madrugada”. Harry ficou em silêncio por um tempo, e depois resmungou, “Não, não é verdade. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. Eu ia querer fazer parte de uma igreja assim”.
Campolo conclui seu relato:
Nós também não queremos fazer parte de uma igreja assim? Não amaríamos uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas às 3h30 da madrugada? (…) Mas qualquer um que lê o Novo Testamento descobrira que Jesus gostava de estar com prostitutas e todo tipo de gente excluída. Os coletores de impostos e os “pecadores” amavam estar com ele porque ele se reunia com eles. Os leprosos viam nele alguém que comia e bebia com eles. E enquanto algumas pessoas solenemente piedosas não entendiam o que ele estava fazendo, essas pessoas solitárias que normalmente não eram convidadas para festas o receberam com grande entusiasmo.
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Traduzido por Filipe Schulz, para o iPródigo.com. Via: TeorLógico

segunda-feira, 19 de março de 2012

A importância de blogs apologéticos




Por Renato Vargens
O Senhor pela sua graça tem levantado em nosso país inúmeros Blogs e Sites apologéticos. Poderia falar de inúmeros destes, no entanto, em virtude do espaço, gostaria de mencionar somente alguns, como o Púlpito Cristão, Norma Braga, O Temporas O Mores, Ciro Zibordi, Bereianos, Apenas, Voltemos o Evangelho, Márcio de Souza, Cantem as Escrituras entre tantos outros mais.
O Senhor pela sua bondade me concedeu o privilégio de escrever. Pela graça do Pai tenho escrito livros, artigos e crônicas pastorais, que nos últimos anos tem abençoado milhares de pessoas nos mais diferentes países.
Pela misericórdia do Senhor uma multidão de mais de 2600 milhões  pessoas já leram os meus textos, deixando impressos em páginas digitais, milhares de comentários. 
Pois bem, ultimamente, em virtude da gritante apostasia evangélica, bem como as aberrações teológicas dos apóstolos da modernidade, tenho dedicado parte dos meus escritos a apologética, onde de forma séria tenho procurado defender a doutrina cristã. Entretanto, algumas pessoas ao longo dos últimos meses me têm escrito criticando a minha forma de defender a fé. Para estes, em nome do amor, eu não deveria apontar os desvios doutrinários das igrejas evangélicas e sim promover a unidade da Igreja de Cristo Jesus. Segundo estes irmãos, defender a fé não deve ser responsabilidade do cristão, até porque, somente o Senhor é quem possui poder para julgar os corações dos homens.
Pois é, neste momento estou participando do oitavo congresso brasileiro de teologia das Edicões Vida Nova. Durante esse tempo tenho tido o privilégio de ouvir Willian Lane Craig, Jonas Madureira e outros mais. Nesses dois primeiros dias de evento tanto Craig como Madureira foram enfáticos em afirmar a importância de que os pastores defendam a fé. Jonas, em sua plenaria afirmou que existem alguns na igreja de Cristo que possuem uma  falsa noção sobre a importância da apologética, achando que aqueles que defendem a fé são eminentemente pessoas orgulhosas e ranzinzas. Segundo o teólogo batista, os que pensam desta maneira contribuem para  rejeição desde importante ministério. Além disso, Jonas afirmou que o pastor deve ser apto para ensinar e que deve dedicar-se com esmero ao seu chamamento e vocação. Para ele, a  academia e o ministério pastoral, não são auto-excludentes, antes pelo contrário, pastores bem preparados contribuem significativamente para a saúde da igreja. Além disso, Jonas também disse que o pastor tem a obrigação de defender a fé, todavia, para que isso aconteça, necessita dedicar-se a conhecer bem as Escrituras como também as doutrinas fundamentais do cristianismo.
Caro leitor, como inúmeras vezes escrevi neste blog, não consigo fechar os olhos as aberrações teológicas do nosso tempo. Em virtude disto acredito que mais do que nunca a Igreja de Cristo precisa preservar a sã doutrina defendendo os valores inegociáveis da fé cristã. Isto posto, afirmo que a apologética cristã é um ministério indispensável a saúde do Corpo de Cristo.
A palavra “apologética” vem do grego “apologia”, e significa “uma defesa verbal”. O termo é utilizado oito vezes no Novo Testamento: At 22:1; 25:16; 1 Co 9:3; 2 Co 7:11; Fl 1:7,17; 2 Tm 4:16; 1 Pd 3:15. A apologética é a parte da Teologia que se encarrega de apresentar uma defesa da Bíblia contra toda e qualquer contestação que possa surgir por parte de qualquer pessoa. Nessa defesa podem-se incluir as ciências como: Arqueologia, Paleontologia, Biologia, Filosofia, Matemática, Física, Química, etc.
Como bem disse Robson Tavares Fernandes a boa apologética é aquela que consegue englobar todas essas áreas de conhecimento de acordo com as necessidades, aplicando-as apropriadamente, com mansidão, temor e amor por aqueles que estão vivendo no engano.
Diante do enorme desafio , não nos é possível calar diante das distorções teológicas do neo-pentecostalismo, do liberalismo teológico e outros tantos “ismos” mais. 
Louvo a Deus porque por sua graça e misericórdia tem levantado blogs e sites Cristãos que com sabedoria e graça tem lutado pela fé evangélica.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Movimento gay quer acabar com a capelania hospitalar evangélica


Pr.Josué Lima
O movimento defensor das causas homossexuais, o LGBT (Lésbias, Gays, Bissexuais e Travestis), tem tentado impedir a atuação das Capelanias Evangélicas em hospitais.
O grupo tem realizado acusações difamatórias à Associação de Capelania Evangélica Hospitalar, principalmente à capelã Eleny Vassão de Paula Aitken, que atua no Centro de Referência e Treinamento em DST-AIDS (CRT-AIDS), e no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na cidade de São Paulo.
Artigos e comentários publicados na internet referem-se ironicamente ao trabalho realizado pelas capelanias evangélicas, em um dos textos, de Cláudio Celso Monteiro Jr. cita, traz o título “A homofobia (institucional) nossa de cada dia”, e outro, “Fundamentalismo religioso invade hospitais brasileiros”, de Ricardo Aguieiras.
Também foram dirigidas críticas à Igreja Presbiteriana do Brasil, ao ser citado o livro “A missão da igreja gente a AIDS”, publicado pela Editora Cultura Cristã, há quase 20 anos.
Nos textos os grupos evangélicos são acusados de “homofobia”, “atendimento espiritual de maneira invasiva” e até de “sérias falhas em questões de biossegurança”. Mas, além da manifestação realizada através dos artigos as acusações já foram também realizadas verbalmente, direcionadas às diretorias dos hospitais que recebem assistência das capelanias evangélicas.
Desta forma, o trabalho dos evangélicos nos hospitais está correndo risco de ser interrompido, já que a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sxual e Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania da Cidade de São Paulo tem apoiado o posicionamento dos grupos LGBT.
Com um tradicional trabalho de mais de 30 anos e atuante em mais de 200 hospitais brasileiros, a Associação de Capelania Evangélica Hospitalar, numa tentativa de se defender seu trabalho e também de alertar a igreja brasileira sobre a situação, lançou uma nota em seu site convocando todos para um abaixo-assinado virtual, como apoio à instituição.
A intolerância do movimento LGBTque busca seus direitos, a cada procura rasgar a Constituição Fedaral, tentando anular a liberdade de expressão e de religião. A implantação da Ditadura Gay patrocinada pela esquerda (leia-se PT) procura a todo custo banir o Cristianismo na nação brasileira.
Os evangélicos no Brasil nunca sonharam em dias tão difíceis como os atuais, e infelizmente muitos líderes ainda não acordaram para a realidade desta situação caótica que estamos vivendo.
As próximas eleições municipais se aproximam e seria de vital importância que nossa liderança evangélica se reunisse e unisse para promover um entendimento que viesse neutralizar o avanço da esquerda diabólica que está comprometida com toda a sorte de misérias pecaminosas.
A cada dia que passa a nossa liberdade religiosa diminui cada vez mais, e líderes evangélicos brigando na televisão, causando escândalos e enfraquecendo o povo evangélico. 

sábado, 10 de março de 2012

Retirem o meu Jesus dos Delírios Comunistas

Artigo editado do texto original de Alessandro Chaves.


Quando digo que o comunismo é o oposto da democracia, mesmo que na teoria não seja necessariamente assim, falo com deliberada consciência da minha assertiva, pois a história não me deixa mentir. Sei que a democracia é um conceito helênico; que Marx é o teórico mais influente do comunismo e que sistematizou a doutrina comunista. Porém, quando me refiro a democracia não estou evocando o ideal grego que excluía as mulheres, estrangeiros e escravos e onde somente alguns poucos privilegiados podiam votar. Falo da democracia capitalista ocident¬al e ao me referir ao comunismo, estou afirmando que ele é sinônimo de ditadura, totalitarismo e genocídio. Quem discordar, por favor, diga qual foi o país onde o flagelo do comunismo foi implantado e os valores caros à democracia continuaram preservados?


Relativizar o genocídio praticado pela ideologia comunista (que matava seus opositores com métodos sistematicamente cruéis, desumanos e diretos) para torná-los equivalentes com as consequências indiretas advindas do sistema capitalista: é como criminalizar e condenar o vendedor de balas e o dono da fábrica de açúcar. Corresponde a culpá-los por matar aos poucos através de consequências indiretas como diabetes, entupimento das artérias ou qualquer outra doença originada pelo consumo exagerado de açúcar que tanto o vendedor de balas e o dono da fábrica sabem fazer mal, mas colocando-os no mesmo patamar de um criminoso que atira a queima roupa ou esfaqueia um cidadão.

Considerar o vendedor de balas como assassino na mesma categoria de um homicida sanguinário é o que fazem os defensores do comunismo quando tentam defender o extermínio em massa que é a consequência direta da ideologia comunista, com as consequências indiretas provenientes do capitalismo.

Quando eu testemunho comentários dizendo que o nazismo é de direita, eu me pergunto se estão tentando defender o comunismo ou o nazismo. Considerando que a primeira ideologia exterminou mais de 100 milhões de vidas e a outra 60 milhões, eu me questiono se com tal afirmação intencionam proteger Hitler ou Stalin...

Por um momento, concedamos a esses "teóricos" a aceitação da hipótese de que Hitler não era um esquerdista e passemos a ignorar o pacto entre Berlim e Moscou ou outras evidências claras que provam o contrário, desprezando que usaram a mesma técnica de extermínio, etc. Agindo assim, notaremos que eles alegam que a extinta URSS lutou tanto contra o fascismo, quanto contra o nazismo, usando essa afirmação como prova conclusiva de que Hitler não era comunista. Veremos também que não aplicam a mesma lógica quando afirmam que Hitler era de direita, pois, diferente das motivações estratégicas dos soviéticos que se fundamentavam no rompimento de acordos, os aliados combateram a expansão dos regimes totalitários por oposição ideológica, posicionando os países capitalistas como os principais inimigos do nacional socialismo e do fascismo.

Tenho confrontado aulas da mais pura retórica demagógica dos que desejam espalhar a ideia ridícula de que Cristo teria sido o primeiro teórico do comunismo e o único comunista de fato. Militantes que pegam a utopia comunista e a transformam no ápice das virtudes, sendo que se aplicarmos a mesma lógica fajuta poderemos sair afirmando que Jesus foi o primeiro e inigualável Iluminista da história, somente porque Ele nos revelou o verdadeiro sentido de Liberdade, Igualdade e Fraternidade; que originou e foi o maior de todos os membros das TJ's por ser verdadeiramente uma fiel testemunha de Jeová; que foi o mais grandioso expoente islâmico, pois somente Ele se sujeitou por completo a Deus; e assim continuaríamos assimilando toda e qualquer utopia ideológica para dizer que Jesus foi o único a cumprir literalmente as promessas de todas elas.

Apregoando a ilusão de que não foi bem o comunismo que Marx sistematizou e Stalin, Mao, Pol Pot, Fidel, Che, Lenine e toda a corja puseram em prática, os agentes comunistas apenas tentam se eximir de todas as atrocidades que cometeram.

Essas tentativas de relacionar Jesus com o comunismo extrapolam a conotação política, ultrapassando o campo ideológico para se converterem numa heresia satânica e infernal. Assim fazem as seitas que isolam trechos e versos bíblicos para corroborar suas próprias ideias, nem que para isso tenham que ignorar todo o restante, omitindo intencionalmente todos os versos e capítulos que os contradigam.

Jesus jamais ensinou algo parecido com o comunismo. Ele pregou o reino dos céus e a vontade de seu Pai revelada no AT, trazendo-nos a graça e a salvação, mas nunca pregou um coletivismo.

Igualdade, no sentido bíblico, não é o mesmo que igualdade no sentido iluminista ou comunista. Ser igual é o mesmo que não fazer da existência de diferenças sociais um obstáculo para aceitar o próximo e amá-lo como a nós mesmos. Mas em nada corresponde a nivelar a todos numa mesma escala social, acabando com a propriedade privada ou coisa parecida.

Vejamos alguns exemplos de que o próprio Deus nunca pregou o fim da diferença social e sim um amor fraternal que não se deixa apartar por elas.

Comecemos com a leitura do que diz Êxodo (30:15):

O rico não dará mais, e o pobre não dará menos da metade do siclo, quando derem a oferta alçada ao SENHOR, para fazer expiação por vossas almas.

Tomemos as palavras de Jesus, no tocante ao que Ele falou sobre a condição dos pobres em João 12: 8:

Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento.

Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:

- Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?

Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.

Disse, pois, Jesus:

- Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

Verifiquemos agora a conduta instruída em Lucas 14: 13:

Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos;

E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.

Percebam nesses dois exemplos que Jesus não negou a condição social dos pobres como algo a ser superado. Ele, no primeiro caso, ordena que o unguento não seja vendido para dar aos pobres e sim guardado para a sua sepultura, pois os pobres sempre os tendes convosco. Enquanto que, no segundo caso, aconselha à prática da caridade que se fará recompensar na ressurreição dos justos. Que tipo de comunista seria Esse que afirma algo assim?

Até a época de Cristo, o Antigo Testamento sempre representou a vontade expressa de Deus para o seu povo.

Deus nunca determinou algo sequer parecido com o comunismo ou o coletivismo, sempre aconselhando que o seu povo ajudasse os pobres de sua gente, de acordo com o que está registrado em Êxodo (23:11):


Mas ao sétimo a dispensarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e da sobra comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.

Não lhes permitindo tomar o pouco que eles possuíam, conforme consta em Êxodo (23: 6):

Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda.

E admitindo emprestar com juros somente ao estrangeiro e não a seus irmãos, segundo Deuteronômio (23:19):



A teu irmão não emprestarás com juros, nem dinheiro, nem comida, nem qualquer coisa que se empreste com juros.

Analisem seriamente a parábola que Jesus conta em Mateus (20:1-15):

Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça e disse-lhes:

- Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo.

E eles foram. Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes:

- Por que estais ociosos todo o dia?

Disseram-lhe eles:

- Porque ninguém nos assalariou.

Diz-lhes ele:

- Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo.

E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo:

- Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros, até aos primeiros.

E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo:

- Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos afadiga e a calma do dia.

Mas ele, respondendo, disse a um deles:

- Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?

Observando e refletindo atentamente, não há como dizer que isso tenha qualquer semelhança com aquilo que defende o comunismo. Poderiam citar o exemplo da Igreja em Atos dos Apóstolos, mas ainda assim a demagogia comunista não subsistiria a um exame mais apurado das escrituras, pois alguns irmãos tinham posses e as doavam de bom grado para a Igreja, algo que por si só bastaria para desmistificar o comunismo.

O Apóstolo Paulo teve que lidar com os embaraços de um estilo de vida adotado por alguns dos primeiros cristãos que já não queriam trabalhar, mas só esperar a volta de Cristo. Dando o exemplo, Paulo trabalhou pelo próprio sustento para não se tornar um peso para a Igreja.

"Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também" - II Tessalonicenses 3:10

Mas não é só isso, no segundo caso, contando uma parábola, Ele nos exorta que ao oferecer um jantar não se convide os abastados financeiramente e sim os pobres, mancos, aleijados e todos os excluídos sociais da época. Jesus não conclamou que se fizesse uma redistribuição de renda ou algo parecido e sim que se agisse igualmente para com o pobre, não acabando por métodos políticos o fim da escala social em que se encontrava o pobre.

Portanto, que retirem o meu Jesus desses delírios ideológicos, pois falam do comunismo como se fosse o cristianismo e o elevado grau dos valores éticos que compõem a doutrina Cristã é totalmente contrário à desvalorização moral e à natureza genocida do comunismo. Jesus não pretende igualar todos em uma única classe social e sim fazer com que diferentes pessoas de distintos níveis sociais vivam harmoniosamente, se respeitando como irmãos em Cristo. Paulo pede a Filemom, um dono de escravos, que receba o escravo fugitivo Onésimo, mas não lhe prega a igualdade social e sim a igualdade em Cristo. A despeito da diferença social, Paulo pede que trate bem o escravo. Reflitam se as declarações de Paulo têm algo de parecido com o conceito de igualdade social:

"Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo" - I Coríntios 7:22.

"Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais" - I Coríntios 9:19.

"Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" - Gálatas 3: 28.

"Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos; antes os sirvam melhor, porque eles, que participam do benefício, são crentes e amados. Isto ensina e exorta" - I Timóteo 6:1-2).

Corromper a realidade, afirmar que Jesus era um comunista; negar aquilo que Marx sistematizou e seus carniceiros puseram em prática por onde passaram, constituem subterfúgios tão boçais que eu não sinto o menor pudor em declarar o meu desprezo. Jesus é o mesmo Deus que expressou sua vontade ao povo Judeu, preservando a propriedade privada ("... não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo." - Deuteronômio 5:21) e reconhecendo uma realidade de pobres e dos ricos, sem julgá-los por sua posição social.

Dou exemplos claros de comunistas na Bíblia através de Jezabel e de Judas. A primeira tomou a herança de Nabote depois de tê-lo o assassinado e o segundo usava o discurso de ajudar aos pobres para roubar o que se acumulava na bolsa. Em contrapartida, compare-os com os ensinamentos de Deus em Êxodo (23: 1-5):

Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa.
Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito.
Nem ao pobre favorecerás na sua demanda.
Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás.
Se vires o jumento, daquele que te odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo.

Tenha em mente também o que está escrito em Provérbios (22:2):

O rico e o pobre se encontram; a todos o Senhor os fez.

Para finalizar, convém dizer que aquele que vos fala se encontra entre os pobres, pois não possuo bem algum de ordem material que seja de grande valor.

Yosef Nadarkhani está vivo (entenda o que é possível fazer por ele)‏

Em um período de dez dias, a Rede Globo e a Rede Record produziram matérias abordando o pastor iraniano Yosef Nadarkhandi. aprisionado no Irã por causa de sua fé. Mas, desde 2009 a Blogosfera Cristã acompanha este drama.
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Leia a nossa matéria e deixe o seu comentário lá no Blog Oficial: Yosef Nadarkhani está vivo.  Deixe mensagem de incentivo e de conscientização à Igreja perseguida, ou o que julgar ser necessário.
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O conteúdo que escrever colocará seu blog em evidência., e servirá também para a inclusão de novas pessoas envolvidas na intercessão.
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Nadarkhani está vivo! Esta frase é comovente para muitos cristãos ao redor do mundo, irmãos e irmãs que oram em favor do pastor iraniano, ainda preso e ainda correndo risco de morte, porque não negou sua fé em Jesus Cristo.
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Ore por Nadarkhani e sua família - esposa e dois filhos.

Copie o nosso artigo em seu blog, informando fonte de coleta e nome de autoria, e peça oração por ele aos seus leitores. Fale sobre esse assunto na igreja. Quanto mais cristãos estiverem cientes do problema, mais orações serão feitas
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Alguns dias atrás, surgiu nas redes sociais uma foto fake e um artigo, igualmente falso, dizendo que Nadarkhani havia sido enforcado. O Irã não tem por costume fazer propagandas de execuções, o governo iraniano desmentiu o boato às autoridades brasileiras. 
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Visite Uniao de Blogueiros Evangelicos em: http://www.ubeblogs.com.br/?xg_source=msg_mes_network

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher – A Mulher de Deus (Tornado-se Ester)

“Eva não foi criada a partir da cabeça de Adão, para liderá-lo, nem de seus pés, para ser pisada por ele, mas sob seu braço, para ser protegida por ele, e de perto de seu coração, para ser amada” (Matthew Henry)
Amanhã é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Um motivo para se comemorar é que, em meio a toda boa criação que Deus fez, havia algo que não era bom: o homem estava só. Então, Deus nos agraciou com uma companheira, uma auxiliadora, uma mulher.
Tendo isso em vista trazemos uma mensagem para ao dia da mulher, um texto que talvez muitas de nossas leitoras ainda não tenham visto, por ser uma postagem antiga. Trata-se de um artigo escrito por Paul Washer e sua esposa, Charo, onde eles falam sobre a importância de se tornar uma mulher piedosa, uma mulher de Deus.


Tornando-se Ester

por Charo & Paul Washer
“Em chegando o prazo de cada moça vir ao rei Assuero, depois de tratada segundo as prescrições para as mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias de seu embelezamento, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com perfumes e ungüentos em uso entre as mulheres), então, é que vinha a jovem ao rei…” (Ester 2:12-13)
Eu sempre fico abismada com o tipo de preparação que a futura rainha Ester teve que passar antes que fosse apta para se apresentar ao rei Assuero. Alguma de nós estaria disposta a passar por doze meses de tratamento de beleza antes de conhecer o homem dos nossos sonhos? É provável que não, mas imagine a possibilidade. Um ano separado para apenas um único propósito: Se tornar tudo o que você for capaz de ser para aquele a quem você mais ama. Tempo precioso para cultivar beleza, fazer investimentos em educação e etiqueta, fortalecer virtudes e construir caráter.
“Toda fase da vida tem sua beleza e maravilha por si própria.”
A preparação de Ester me lembra daquele precioso tempo entre o despertar do desejo no coração de uma jovem mulher de compartilhar sua vida com um companheiro, e o momento em sobe ao altar. Para muitas, esse tempo de preparação é visto como nada mais que um tempo de espera. Mulheres solteiras freqüentemente vêem a si mesmas como sentadas na prateleira enquanto a vida passa por elas, ou sentadas no banco enquanto outras jogam. Não percebem que estão desperdiçando o período mais importante de suas vidas, estão privando a si mesmas de grande alegria e recompensa, estão privando seus futuros maridos de uma mulher mais virtuosa e estão privando a Deus de uma serva através da qual Ele deseja fazer coisas grandiosas.
Assim como Ester teve que estar preparada antes que pudesse ser rainha de um reino inteiro, a mulher também deve estar preparada antes que possa embarcar em um dos mais importantes e difíceis chamados na vida: O matrimônio e a maternidade. Ester teve que aprender os costumes do reino em que vivia, teve que aprender as práticas da vida na corte e os desafios intelectuais, emocionais e espirituais da posição superior. Para simplificar, Ester tinha que ser convertida de uma jovem moça a uma rainha costumes do reino em que vivia, teve que aprender as práticas da vida na corte e os desafios antes mesmo que ela pudesse ter o título e cumprir com o papel de uma rainha. Da mesma forma, a mulher cristã solteira deve aprender os costumes do Reino dos Céus antes mesmo que se una àquele que Deus está preparando para ela. Ela deve estar preparada intelectualmente, emocionalmente e espiritualmente, não para um representante da corte em algum templo pagão, mas para o próprio Deus, sua Palavra e outras mulheres de Deus que foram preparadas antes dela.
O celibato não é um desperdício de tempo ou uma condenação a ficar sentada no banco, mas um tempo que Deus separou especialmente para fazer da mulher o que Ele quer que ela seja, e usá-la de formas que poderiam ser impossíveis após o casamento. O celibato é um tempo no qual uma mulher deve cultivar as virtudes que pertencem a uma mulher de Deus, para assim poder oferecer ao seu futuro marido e ao mundo algo mais do que apenas um rosto bonito.
Lembre-se no seu celibato que você não é a única solteira, mas seu futuro marido está passando pelo mesmo estágio que você. Não seria terrível finalmente conhecer o homem que irá se tornar seu marido só para descobrir que ele usou seu próprio celibato para servir a Deus e preparar-se para ser um marido melhor para você, enquanto que você não usou a liberdade de seu celibato para servir ao Senhor, nem tirou vantagem alguma do treinamento que Deus lhe ofereceu? Também não seria terrível perceber que seu marido passou seus dias como homem solteiro orando diariamente por suas necessidades e pela obra de Deus na sua vida, enquanto você sequer orou por ele, nem respondeu à graça de Deus que lhe foi dada como um resultado das orações dele?
É algo maravilhoso quando Deus abençoa a uma mulher com um marido. Aquele alguém especial é “simplesmente perfeito” para ela ao que foi, de forma cuidadosa e pensativa, desenhado por Deus para ser um em união com ela. É tamanho o prazer para a mulher olhar para trás e lembrar como Deus a capacitou para esperar n’Ele e que Ele foi fiel em abençoá-la. É ainda maior o prazer para ela saber que seu tempo como uma mulher solteira foi também um tempo de buscar a Deus e ser fiel a Ele em seu propósito. Que não quis nem por um momento fugir daquele estado, mas desejou apenas confiar em Deus e esperar em sua graciosa soberania.
De nenhuma maneira é uma tragédia ser uma mulher cristã solteira, mas o caminho do mundo mais uma vez se infiltrou na Cristandade com a falsa idéia de que é. Uma das maiores mentiras é se você não “tem alguém” ou não está “procurando alguém”, há algo de errado com você. Outra mentira é que a mulher solteira deveria estar namorando por aí como se procurar um marido fosse como fazer compras num shopping. Uma mentira ainda mais forte é que a mulher solteira deveria estar dando seu carinho indiscriminadamente para que se torne “mais experiente” e saiba como fazer quando finalmente encontrar o homem de sua escolha. Minha cara cristã, é uma mentira e uma afronta a Deus dizer que a experiência é a melhor professora, e apesar do lema do mundo ser “vivendo e aprendendo”, o conselho da Bíblia é “aprendendo e vivendo”. Você não precisa ter experiência, você só precisa ser conhecedora do que Deus disse e obediente a isso. Você não deveria estar procurando pelo homem de sua escolha, mas deveria estar esperando pelo homem da escolha de Deus. E quando ele vier, não serão passadas experiências que farão seu casamento funcionar, mas as passadas castidade, pureza e santidade. Deveríamos esconder nossos rostos dos caminhos e experiências desse mundo perverso e buscar apenas aquilo que Deus colocou no caminho que Ele preparou para nós.
“Minha querida amiga, ser solteira, assim como ser casada, deveria ser considerado um tempo muito especial e desfrutável tempo na providência de Deus.”
Deus sabe exatamente o que você precisa e até mesmo sabe os desejos de seu coração melhor do que você mesma. Deus ama surpresas. Ele não quer que você procure por seu marido. Ele quer trazê-lo até você, e provavelmente quando você menos esperar. Se você desobedece a esse conselho, como tantas outras mulheres antes de você, e passa a procurar por si mesma um parceiro, você pode encontrar alguém, mas as chances são de o alguém que você encontrar, não ser o certo.
Como mulheres, nossa natureza deseja a companhia e o companheirismo de um homem. Isso vem de Deus e, portanto é bom. Mas ao mesmo tempo, estamos erradas em pensar que a morte será o resultado se essa necessidade não for suprida. Necessitar de outro como companheiro não é como a necessidade de respirar. Ou seja, você pode sobreviver sem um companheiro pelo menos até que Deus tenha feito sua perfeita obra em você. Lembre-se das Escrituras: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além de vossas forças.” 1 Coríntios 10:13
Descobri que há duas razões primárias do porque alguém precisa “desesperadamente” de outra pessoa. Em primeiro lugar, é porque não conhecem a Deus como deveriam. Deus não é o Deus de todo o conforto? Cristo não é exaltado o Senhor que completa tudo em todo lugar? Então porque reclamamos sobre o quão vazias e sozinhas nos sentimos? Não pode ser que Deus aumente nosso tempo de celibato para que possamos encontrar vida n’Ele e aprendamos a ser completas n’Ele? Se buscamos nos casar porque sentimos que um marido irá satisfazer nossas vidas ou irá de alguma forma nos fazer completas, seremos severamente desapontadas em nosso casamento. Nenhum homem, não importa o quão parecido com Cristo, poderia de alguma forma tomar o lugar de Deus em nossas vidas, e pensar tal coisa é pura idolatria. Se não somos satisfeitas por Deus agora e completas em Cristo no presente, então nem sequer um casamento feito no nos céus será capaz de mudar nosso vazio.
A mulher cristã solteira deve aprender os costumes do Reino dos Céus antes mesmo que se uma àquele que Deus está preparando para ela.
A segunda razão para a desesperada necessidade de alguém em nossas vidas é o pleno egoísmo. Quando precisamos de alguém para que nos sintamos amadas, ou quando precisamos de alguém para que nossos sentimentos de solidão sejam dissipados, então estamos querendo o casamento pelas razões erradas. O matrimônio não deveria ser encarado como uma oportunidade de ter nossas necessidades conhecidas, mas de conhecer as necessidades de outro. Se não aprendemos a levar nossas necessidades a Deus, então provavelmente vamos oprimir nossos maridos com nossas próprias necessidades e sequer ter conhecimento das dele. Conheci cristãs que desperdiçaram seus dias consumidas com suas próprias necessidades e constantemente lamentando sobre o motivo de Deus não ter trazido alguém em sua vida. Mas por que Deus deveria confiar um homem de Deus a uma mulher que está absorvida em si mesma e suas próprias necessidades, e não usa a liberdade de seu celibato para servir a Deus e preparar-se para os propósitos d’Ele? Tal mulher teria pouco para oferecer a um homem de Deus!
Minha querida amiga, ser solteira, assim como ser casada, deveria ser considerado um tempo muito especial e desfrutável tempo na providência de Deus. Não deveria ser considerada uma mera circunstância ou maldição da qual deva tentar desesperadamente fugir. Ser solteira é um tempo para aprender sobre Deus e sobre nós mesmas, um tempo para descobrir quem nós somos em Cristo, e como crescer na “aparência de Cristo”. É um tempo para ser zelosa por boas obras e envolvida em ministrar para outros. Ser solteira tem uma magia própria que deve ser aproveitada, pois uma vez passado, não deve nunca mais retornar. Não há nada tão triste quanto uma mulher já casada que se arrepende por não ter feito o suficiente com sua vida enquanto era solteira. Tudo foi perdido pelo intento de se apressar em casar sem consideração pelo plano ou pela obra de Deus.
Toda fase da vida tem sua beleza e maravilha por si própria. Minha oração para todas as cristãs solteiras é que elas possam aproveitar seu tempo apesar das mentiras do mundo. Que elas possam ser exigentes e não ajustadas por nada menos que a perfeita vontade de Deus. Que elas possam esperar pacientemente em Deus que é o provedor de todo bom e perfeito presente. Que elas possam ser como Ester, usando qualquer tempo que Deus julgue necessário para torná-las lindas por dentro e por fora.
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