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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Como manter a obra de Deus sem os dízimos e as ofertas?


Primeiramente precisamos conhecer que desde o princípio, o dízimo não foi criado para manter a obra de evangelização, mas para suprir as necessidades dos levitas que não tinha parte nem herança na terra prometida, e também para sustento do estrangeiro que estava às portas do povo de Deus, para auxilio aos órfãos e as viúvas (Deuteronômio 14.29). Porem, essa ordenança era designada os povos do Antigo Testamento.

Mas hoje, vivendo o tempo da graça, o Senhor Jesus deixou o exemplo legado pelos seus apóstolos, a forma como devemos realizar a evangelização descrita a partir do livro de Mateus 10.6-15, ao ordená-los para obra: Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel; e, indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos céus…

Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; DE GRAÇA RECEBESTE, DE GRAÇA DAI. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão, porque digno é o obreiro do seu alimento.

Esta é a receita para se fazer a obra de Deus, e quem assim ordenou foi o próprio Jesus Cristo, e qualquer que fizer a obra arrecadando dinheiro dos irmãos, estará contraditando a palavra do Senhor Jesus.

Mas hoje, vivendo pela graça, a forma correta para anunciar o Evangelho, exemplificada pela igreja primitiva é reunir-se nas casas, justamente para não gerar despesas, para a obra não venha sobrecarregar aos irmãos.

Essa ordenança é uma homologação de Jesus, o qual resumiu isso dizendo: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome aí estou eu, no meio deles (Mateus 18.20).

Isso quer dizer que, para Deus não faz diferença se reunirmos dentro de uma estrutura material, nas casas dos irmãos ou embaixo de uma árvore. Para Deus, importante é a seriedade da obra realizada para anunciar o Evangelho, honrar e magnificar o nome do nosso Deus Pai, reunindo sempre em nome do Senhor Jesus, onde quer que estejamos.

E, quando meditamos na Palavra do Senhor no livro de Atos dos Apóstolos, como também nas Cartas Paulinas, conhecemos a simplicidade como os homens de Deus anunciavam o Evangelho, se direcionavam para onde o povo estava, seja nas casas, ruas, praças, eventualmente em algum templo (aos sábados iam nas sinagogas onde os judeus se reuniam), porem não tinham o compromisso de membro ou freqüência permanente em uma mesma instituição.

Então alguém poderá contestar: E as sete igrejas da Ásia citadas no Apocalipse? Essas igrejas não eram templos edificados pelo homem, nem organizações institucionais eclesiásticas religiosas, eram comunidades evangélicas estabelecidas em cada cidade, exemplificadas também nas cartas de Paulo aos crentes de cada cidade, como também dirigiu cartas aos povos (Romanos e Hebreus) e individualmente para alguns irmãos.

E para ratificar que igreja não é prédio, a carta aos Efésios 5.23, descreve: Assim como o marido é a cabeça da mulher, Cristo também é a cabeça da igreja, sendo Ele próprio o Salvador do corpo.

À luz do Evangelho hoje, a igreja de Cristo assim se constitui: Individualmente, o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, todos os templos formam um corpo, e Jesus Cristo é a cabeça desse corpo. Essa é a igreja do Senhor Jesus, até a sua vinda para arrebatá-la para a Nova Jerusalém.

É recomendável lembrar que um dos textos mais pregados em razão dos dízimos e ofertas, descrito na segunda carta de Paulo aos Coríntios 9.6 e 7, relata: O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará.

Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Muitos pregadores usam essa palavra maravilhosa, por ocasião da coleta na igreja, vinculando o semear de Cristo, com os bens materiais desta vida, mas não mencionam o versículo 9 do mesmo capítulo, onde o Senhor revela que a semente é a caridade, como amor ao próximo, observe:

II Coríntios 9.9: Conforme está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.

Essa referência da palavra, incide no livro dos Salmos 112.9, onde a palavra diz: Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória.

Portanto amados, não se deixem enganar, pois a Palavra nunca recomendou “semear” dinheiro nas igrejas denominacionais.

Quanto ao sustento dos pregadores, esses devem ganhar o pão no suor do seu rosto, devem trabalhar para a manutenção dos seus, pois a Palavra na segunda carta aos Tessalonicenses 3.10 descreve que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.

Porque no Novo Testamento, a Palavra instrui que o homem deverá viver do seu trabalho, inclusive os que pregam o Evangelho. Mas para entender melhor, clique neste link O SALÁRIO DO ANUNCIADOR DO EVANGELHO, é um detalhamento sobre o caráter de vida para o verdadeiro pregador do Evangelho no tempo da graça e salvação, pela aspersão do sangue do Senhor Jesus.

Assim deve ser a obra de Deus hoje, sem tirar dinheiro e nem proveito de ninguém, antes devemos ajudar aos que estão em dificuldades, com caridade (amor a próximo) ordenado de forma imperativa por Jesus Cristo em todos os livros do Novo Testamento.

Entretanto, dedicando-se alguém exclusivamente ao episcopado (I Timóteo 3.1), poderá viver do Evangelho, mas se adequando aos ensinamentos do Senhor Jesus citado anteriormente (Mateus 10.6-15), recebendo apenas o essencial para a sua manutenção cotidiana.

Mas, imitar a conduta de muitos pregadores corruptos, privados da verdade, que vivem sem trabalhar, comercializando o sacrifício e o sangue do nosso Redentor, é algo que jamais poderá acontecer aos que amam a Verdade.

O irmão James de Almeida, no estudo bíblico DIGNO É O OBREIRO DO SEU SALÁRIO, descreveu:

Que obra, a de Deus?

As obras como “instituição igreja”, não são obra de Deus, mas, as obras como “instituição igreja” são templos de tijolos para reunião entre os adoradores de Deus e os barganhadores de bênçãos!

Sem nos esquecer que algumas destas “instituições igreja”, são nada mais que redutos particulares, com fins exclusivos de quem não quer prestar contas nem a Deus!

Mas, acho interessante quando muitos, usam no pé da letra a expressão: “Digno é o obreiro do seu salário”, para justificar salários de pastores…

Ora, precisamos entender que a Palavra diz que é o OBREIRO digno de salário ou alimento [Mateus 10.10], e, não “pastores”!

… os pregadores de rua, são obreiros!
… os que visitam presos e doentes, são obreiros!
… os que ajudam aos pobres e necessitados, são obreiros!
… os que abrem as portas de seus lares para reunir irmãos para adorarem a Deus, são obreiros!
O uso adequado e justo de hermenêutica bíblica, nos traz o entendimento de que o salário do OBREIRO é a vida eterna [parábola dos trabalhadores na vinha – Mateus 21.1-16], bem como, o salário do pecado é a morte [Romanos 6.22-23].


Fonte: Cristo e a verdade

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A banalização dos dons espirituais



— Este ano de 2011 não está sendo bom para ti. Mas, em 2012, tudo melhorará em tua vida! — disse um “profeta” a um novo convertido.
— Como assim? Jesus me salvou neste ano! — retrucou o cristão novel.
— Homem, não duvide! Eis que a bênção reservada para ti é maior que a salvação! — concluiu o pseudoprofeta.

O diálogo acima ilustra como os dons espirituais, especialmente o de profecia, têm sido banalizados em nossos dias. Há algum tempo, certo “profeta” foi desmascarado quando fazia revelações fraudulentas. Ao ser convidado para ministrar em uma igreja, o ludibriador memorizou informações dos membros da igreja, constantes do site de relacionamentos Orkut, a fim de usá-las durante a “pregação”. A farsa foi descoberta porque ele, além de se atrapalhar, citou os nomes dos irmãos de modo abreviado! Avisado de que citara errado o nome de uma irmã, ele respondeu: “Eu li assim”.


Grosso modo, os dons de Deus são capacidades, dotações sobrenaturais, com o propósito principal de edificar a igreja (1 Co 14.3,4,5,12,26; Ef 4.11-13). Através deles, o Senhor nos revela poder e sabedoria. Eles se manifestam de modo esporádico (1 Co 12.6-11) ou como ministérios (1 Co 12.28). Estes são residentes, permanecem nos salvos e dependem, evidentemente, da chamada soberana de Deus (Mc 3.13). Já os esporádicos estão à disposição de todo crente fiel, batizado com o Espírito (At 2.39; Rm 11.29). Cada servo do Senhor pode ser usado com o dom de profecia, mas nem todos podem ser pastores, visto que o pastorado não é uma manifestação momentânea, e sim um dom ministerial outorgado soberanamente por Jesus Cristo (Ef 4.11; Hb 5.4).


Se todos os dons são dados à igreja para o que for útil (1 Co 12.7; 14.28), por que ocorre a banalização dos dons espirituais? Por falta de conhecimento das doutrinas paracletológicas e, principalmente, por ausência de genuína comunhão com o Espírito Santo. É imprescindível o casamento entre os dons espirituais e o fruto do Espírito, para que o culto a Deus seja equilibrado, sem modismos e aberrações pseudopentecostais. O amadurecimento do fruto ocorre gradativamente, de acordo com a disposição do coração do salvo. Trata-se de um aperfeiçoamento espiritual (2 Tm 3.16,17; Ef 4.11-15).


Os dons espirituais são perfeitos. Mas muitas pessoas, por falta de verdadeira comunhão com o Espírito Santo, fazem mau uso deles. Como os perfeitos dons do Espírito edificarão a igreja se não houver mudança interior em cada salvo? Se dermos ênfase apenas aos dons, em detrimento do fruto do Espírito, males ocorrerão na igreja, como: dissensão, carnalidade, egoísmo, desordem, indecência e mau uso dos dons espirituais. Não é isso que temos visto? A banalização é tão grande que há pseudoprofetas trocando mensagens em línguas estranhas nas redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut! E isso é um prato cheio para os escarnecedores de plantão.


Fruto do Espírito designa a ação do Espírito Santo na vida do crente, a partir do primeiro momento de sua conversão (Ef 1.13,14), a fim de moldar o seu caráter (Gl 5.22; Ef 5.9; Cl 3; 1 Pe 5.5; 2 Pe 1.5-9). Em 1 Coríntios 14.32, vemos que os espíritos dos profetas devem estar sujeitos aos próprios profetas. Ou seja, o crente controlado pelo Espírito tem equilíbrio, domínio próprio e discernimento. Ao amadurecer dentro de nós, o aludido fruto nos impede de abraçar aberrações como “cair no Espírito”, “unção do riso”, “unção do leão”, “unção da lagartixa”, “unção dos quatro seres”, “unção da loucura”, “unção dos doze cântaros” (invencionice pela qual se derrama doze jarras de óleo sobre a cabeça de alguém), etc.


O que diz 1 Coríntios 14 a respeito dos dons espirituais?


Na igreja de Corinto, boa parte dos crentes não priorizava o fruto do Espírito (1 Co 3.1-3). Havia ali membros controlados pelo Espírito Santo (1 Co 1.4-9), mas muitos eram carnais (1 Co 13.1). O que Paulo escreveu àquela igreja, em 1 Coríntios 14, visava ao combate da banalização dos dons espirituais. Consideremos sete princípios contidos na aludida passagem neotestamentária.


Primeiro. O propósito principal da manifestação do Espírito em um culto coletivo a Deus é a edificação do seu povo (vv.4,5,12). Risos intermináveis e supostas quedas de poder edificam em quê?


Segundo. A faculdade do intelecto não pode ser desprezada no culto em que o Espírito Santo age (vv.15,20). Ninguém genuinamente usado pelo Espírito deixa de raciocinar normalmente, em um culto coletivo a Deus.


Terceiro. Um culto a Deus não deve levar os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (v.23). O que pensam os não-crentes que assistem a certos vídeos disponíveis no site YouTube, nos quais vemos pessoas caindo ao chão, rindo sem parar, rosnando, latindo, mugindo, uivando, rugindo, rolando umas sobre as outras ou derramando grande quantidade de óleo sobre as suas cabeças?


Quarto. O culto coletivo deve ter ordem e decência; tudo deve ocorrer a seu tempo: louvor, exposição da Palavra, manifestação do Espírito (vv.26-28,40). Um culto que não tem ordem e decência é dirigido pelo Espírito?


Quinto. No culto genuinamente pentecostal deve haver julgamento, discernimento, a fim de se evitar falsificações (v.29; Jo 7.24; 1Co 2.15 e 1Jo 4.1).


Sexto. Haja vista o espírito do profeta estar sujeito ao próprio profeta, é inadmissível que aconteçam manifestações consideradas do Espírito Santo em que pessoas fiquem fora de si (v.32).


Sétimo. Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, deve reconhecer os mandamentos do Senhor (v.37). Você está disposto a submeter-se aos mandamentos do Senhor? Ou é um daqueles que dizem: “Não podemos pôr Deus em uma caixinha”? Ora, não é a Bíblia a nossa fonte principal de autoridade? Ou perderam as Escrituras o primado? Não é mais a Palavra do Senhor a nossa regra de fé, de prática e de viver?


Que em 2012 valorizemos ainda mais a nossa gloriosa salvação e as bênçãos que a acompanham (Hb 6.9). E não nos enganemos. O verdadeiro avivamento só ocorre quando há submissão à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra, além de comunhão com o Espírito Santo, que age em perfeita harmonia com as Escrituras.


Ciro Sanches Zibordi

Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz de dezembro de 2011

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Divorciando-se da Teologia da Prosperidade


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Após mais de 30 anos de casamento, o pastor televangelista da Teologia da Prosperidade Benny Hinn está a caminho do tribunal do divórcio.


O Ministério Benny Hinn confirmou nesta quinta-feira que sua mulher, Suzanne Hinn, arquivou um pedido de divórcio no Tribunal de Orange County em 1 de fevereiro. Ela citou diferenças irreconciliáveis.

Apesar do casal ter se separado em 26 de janeiro, de acordo com documentos judiciais, a organização divulgou um comunicado expressando que Benny Hinn está chocado frente aos acontecimentos.

"Pastor Benny Hinn e seus familiares imediatos ficaram chocados e entristecidos em saber desta notícia, sem qualquer aviso prévio", disse Don Price, conselheiro sênior de longa data do Ministério Benny Hinn. "Embora o Pastor Hinn fielmente tem se esforçado para trazer a cura para seu relacionamento, esses esforços falharam e foram recebidos com a petição de divórcio, que foi arquivado sem aviso prévio."

Ele tem viajado ao redor do mundo com suas cruzadas de "milagres". Os relatórios de cada evento indicam que são dezenas de curas físicas, embora Hinn tenha admitido a ABC News que não possui a comprovação médica.

Ele também disse à ABC que não tem dúvidas sobre o estilo de vida confortável que mantém - um jato particular, estadias em hotéis cinco estrelas e uma mansão multi-milionária.

"Olha, você sabe que há essa idéia que nós pregadores supostamente deveriamos andar de sandálias e bicicletas de passeio. Isso é um absurdo", disse ele.

Hinn está atualmente sob investigação do Senado por má conduta financeira.

Com informações do Christian Post
Imagem: Internet

Leia +: [ A vida luxuosa de Benny Hinn ]
Via: [ PavaBlog ]

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

MAIS ABSURDOS DO CHAMADO MERCANTILISMO EVANGÉLICO


Fiquei estarrecido com o que li, há pouco, no blog Manhã com a Bíblia, do estimado Pr. Geremias do Couto. O conhecido escritor revela, em um texto curto, sua indignação com mais um disparate dos "levitas" de nossos tempos, para não dizer celebridades da fé.

A festa de aniversário da cidade de Teresópolis, Rio de Janeiro, contava com a presença de um "cantor" evangélico, que o pastor e blogueiro carioca prefere não revelar o nome. Os organizadores da festa decidiram mudar o local da reunião, que seria em um ginásio, uma vez que a celebridade evangélica não poderia comparecer devido a alta soma que teria pedido. Pasmem, nosso pseudo-irmão, muito generoso, teria cobrado "apenas" R$ 25.000,00 para se apresentar e os promotores, claro, cancelaram o evento no ginásio. O que mais me chamou a atenção e a do estimado articulista também, é que nós, evangélicos, para lotarmos um ginásio precisemos desse tipo de atração. Incrível! A igreja está crescendo horrores, estamos construindo templos com 10.000 assentos e fala-se até em locais de reuniões para 30.000 pessoas, somos cerca de 50 milhões no Brasil (ou quase isso), temos a maior igreja pentecostal do mundo (1) e não conseguimos encher um ginásio se não tivermos um astro entre nós?!

De quem seria a culpa por esses "cachês" tão altos? Daqueles que fomentam esse tipo de espetáculo em suas igrejas e festas, seja de jovens, de circulo de oração, aniversários de templos, etc, isto é, a culpa é dos que alimentam essa modalidade de louvor que não exalta a Deus. Ficamos à mercê de uma dúzia de gente que promove emocionalismos e sensacionalismos baratos, louvores mântricos, ocos e sem propósito de exaltarem a Deus.

Não quero bancar aqui o "Zé do Apocalipse", mas estamos no fim. Esse tipo de comportamento é inaceitável em nosso meio. Não faz muitos dias, li também na internet, que um pastor evangélico estaria oferecendo cinco milhões de reais pelas madrugadas do SBT e detive-me no comentário de um irmão que dizia: "Já exitem muitos programas de igreja na TV (...) porque não investem em obras sociais?". Nunca pensei que um dia concordaria com esse tipo de pensamento, pois sou um dos defensores de que a igreja deve usar a mídia para evangelizar o mundo. Porém, o que estamos vendo é que os chamados tele-evangelistas não estão promovendo o Reino de Deus, e sim seus interesses próprios e seus pequenos reinos aqui na Terra. Investem cinco milhões de reais porque sabem que irão arrecadar outros vinte. Não estão pensando em almas, nem em mudar a condição espiritual e social de nosso povo tão sofrido. A visão é marketeira e a situação é mercantilista e absurdamente abusiva, principalmente no que diz respeito a pedirem ofertas descaradamente, fazendo inclusive caras e bocas de piedade para comoverem e convencerem os telespectadores a contribuirem. Frases como: "Gente, vocês não sabem, como é difícil manter um programa de televisão no ar", me enojam. Se não podem sustentar o programa não entrem no círculo televisivo e não envergonhem o Evangelho. Alguns pastores assembleianos também estão usando do argumento da "semente", levando, astuciosamente, outros para testemunharem em seu favor, dizendo "plante no programa de fulano" e você vai ser muito abençoado. E os crentes incautos deixam de contribuir com suas igrejas locais para contribuirem com esses aventureiros. Outros têm usado os testemunhos de milagres como fonte de renda, para promoverem uma campanha, que é uma verdadeira cruzada em território nacional, para obterem um milhão de dizimistas. Bons tempos aqueles em que os verdadeiros evangelistas sonhavam com um milhão de almas.

Qual seria o porquê desses pastores de palco não falarem na Cruz de Cristo e na salvação pela fé, na vinda de Jesus, na renúncia diária, na doutrina da santificação? Por que os novos cantores evangélicos têm variado tanto seus repertórios com uma música de cada rítmo: rock, lambada, axé, salsa, merengue, forró e até samba? Seria para se contextualizar e evangelizar ou para atender todos os gostos e assim venderem mais cds? Sem citar nomes, o que se vê é uma disputa acirrada por espaços na mídia e nada de visão de Reino.

Por esses dias visitei muitas páginas e percebi que sobraram farpas para todos os lados e a maioria delas recaiu, principalmente, sobre a cabeça de um cantor cuja música está fazendo muito sucesso. Mas nossas músicas, de um modo geral, são muito desprovidas de conteúdo e inspiração bíblica. Não apenas o que está tocando em todas as rádios deve ser alvo de nossas críticas, mas toda a gama de novos cantores que se dizem evangélicos. Além da má qualidade, a forma mercantilista como tratam seus "ministérios" - é assim que eles nominam - tem envergonhado a igreja na mídia e no mundo secular.

Quero concluir com duas expressões do Senhor Jesus, o Mestre dos mestres: "De graça recebestes, de graça dai" e "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"!
Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Deus abençoe a todos!

(1) A Assembleia de Deus no Brasil é considerada a maior igreja evangélica pentecostal no mundo. Claro está que trata-se de uma referência à reunião de todos os ministérios e, portanto, convenções que levam esse nome.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

DIZIMO AUTOMATICO NO CARTAO DE CREDITO!!! AONDE FICA O LEVAR A CASA DO TESOURO TODOS OS DIZIMOS E OFERTA ML 3.10.CONFIRA!!!


                        O DIZIMO E NO BANCO OU NA CASA DO TESOURO.  EXPLIQUE
“R” de rato e “S” de sapo – insígnias estas que caem como luva para o perfil “apologista” de Romildo Ribeiro Soares(Igrejas Internacional da Graça de Deus). Quando se trata de arrecadação, impressiona como estes apostatas inovam e são criativos. Este indivíduo acaba de lançar uma nova modalidade de coleta de dízimo: débito automático em conta-corrente. Segundo Soares divulgou em seu programa na Band, o membro da igreja poderá fazer suas doações mensalmente de forma mais prática. Para isso o fiel deve preencher um cadastro nos sites da igreja e passar seus dados bancários. O doador, afirma Soares, decide quanto quer doar. Quem se cadastrar, diz ele, ganha “um brinde de Jesus”, sem dizer o que é.
Sistema de Franquias
A informatização do dizimo é um detalhe. O preocupante no movimento apostata é o tamanho do buraco que estes escândalos criaram. Estes ministérios não podem mais ser vistos como Igreja. Por trás de toda esta roupagem de organização e sofisticação eclesial existe uma empresa em atividade. Toda esta infra-estrutura, que leva a aparência de templo-cristão, só existe para gerar capital de giro(investimento produtivo). Aqui estamos nós diante do terror. Este fenômeno “mercado organizado da fé” vem atraindo acionistas e investidores em busca do dinheiro fácil. O segredo de todo este sucesso-empresarial no mercado religioso, como o do Soares e outros, foi fazer a marca “Igreja Internacional da Graça de Deus” transmitir confiança: lucro certo que todo investidor procura. A razão principal da expansão de muitos ministérios estaria vindo do sistema de franquias. Trata-se de vendagens de licença, onde o líder evangélico passa ser o “franqueador” (detentor da marca) propondo ceder ao investidores “franqueados” a autorização para explorar sua marca sob a forma de royalties. Eventualmente, o “franqueador” passa a fornecer ao “franqueado” uma estrutura física(Igreja) com toda administração pronta para garantir ganho rápido. Neste caso, o que investe não precisa fazer nada, a não ser, esperar com paciência os envelopes no final do culto. O mesmo teria a sua disposição toda uma corporação de pastores, obreiros, presbíteros, diáconos e cantores como seus funcionários. Ambos fornecidos e disciplinados pelo mentor. A garantia do lucro é a etiqueta “logo-marca” desta empresa: o cara do autdoor.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A teologia da prosperidade





Gostaria de deixar claro que o dízimo e as ofertas são santos e do Senhor (II Co 9.7). Essas contribuições são tiradas em todas as Igrejas que realmente crêem na Palavra de Deus. A IURD de maneira alguma erra em ensinar isso ao povo, entretanto tudo o que é em demasia foge do propósito e padrão divino (Ec 7.16). Certo pastor disse com razão que - “a heresia também pode ser um exagero da verdade”. Há, com certeza, fundamentos nessa asseveração, fazendo com que nos preocupemos com nossas igrejas e seu nível espiritual. É como nos alimentarmos com só um tipo de comida, por melhor que ela seja, trará prejuízos a nossa saúde, ficaremos sem as vitaminas e proteínas necessárias. Devemos ensinar essas coisas sem se esquecer das demais. Veja o que o Senhor Jesus fala: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mt.23:23). O Senhor mostra nesse versículo que não basta só pregarmos sobre o dízimo, temos que falar sobre a justiça, sobre a misericórdia e sobre a fé. Não basta termos uma igreja que só dízima, mas temos que ter uma Igreja santa (Ef 5.27) que conheça o juízo e exerça misericórdia com fé no seu coração (Hb 11).

“Ou dá, ou desce”.

O Bispo Macedo e a IURD não pede oferta de maneira equilibrada. Sua ideologia é a do “dá ou desce”. As reuniões da IURD, na maioria das vezes, se resumem na mensagem da doutrina da prosperidade – “Dê um pra ganhar cem” – parece ser atraente, mas não é factual.

Em uma aula de como tirar ofertas o Bispo Macedo diz o seguinte: “... Você tem que chegar e se impor: É seguinte pessoal, vocês vão ajudar agora a obra de Deus... se você quiser ajudar, amém... se não Deus vai levantar um montão de gente pra ajudar... entendeu como é que é? (falando aos seus pastores) Se quiser bem, se não quiser que se danem (se referindo às pessoas que não colaborariam). Aqui é assim – OU DÁ OU DESCE... (ele volta aos seus obreiros) Você não pode ser chocho... você tem que ser o super herói do povo... (continua o exemplo)... Pessoal, nos vamos fazer isso aqui (uma campanha), o grande desafio... é a fé ou não é... tudo ou nada... (ele volta-se aos obreiros)... Eu peguei a Bíblia nos EUA e joguei no chão... ou Deus honra essa palavra ou... ai eu joguei a Bíblia no chão... ela se espalhou toda... Ai eu chutei a Bíblia... Isso chama a atenção... uns vão dizer que esse ai é bom... outros vão dizer que é um falso profeta... mas vai ter pessoas que vão ficar do nosso lado... esses vão por tudo (o dinheiro) lá (na salva)... Você não pode ter vergonha de pedir... Peça, peça e peça... ai eu perguntei quem é que gostaria de ter o cajado de Moisés... O povão disse euuuuuuuu... é isso ai, você pode... Dez mil – entendeu pessoal (pastores)” (TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO DO YOU TUBE).

A Teologia da Prosperidade, para quem não sabe, é a doutrina principal pregada pela IURD. Trata-se de uma substituição do Evangelho da Graça, pelo “evangelho” da ganância. É comum ouvimos da boca dos pregadores da prosperidade coisas do tipo: “Você é filho do Rei, não tem por que levar uma vida derrotada.. Deus quer você seja rico, que tenha muito dinheiro... quem é pobre está fazendo a vontade do diabo... está vivendo em pecado... Um homem de Deus é rico!” A teologia da prosperidade une o fútil ao desagradável, ou seja, é uma mistura de ganância e comodismo. Os adeptos da teologia da prosperidade acham que nós temos direito de reivindicarmos o que quisermos de Deus, esquecendo da soberania divina.

O Pr. Esequias Soares faz um comentário interessante sobre essa ideologia da IURD de Edir Macedo: “Desde muito cedo na história do cristianismo, já havia aproveitadores, que usavam a Palavra de Deus visando lucros pessoais – “Porque nós não somos falsificadores da palavra de Deus, como tantos outros; mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos” (II Co 2.17). O termo grego para “falsificadores” é “kapeleuo”, negociar com, comerciar no varejo, colocar à venda, traficar, comercializar em pequena escala... falsificar, adulterar, negociar, buscar lucros... Esse verbo aparece referindo-se tanto aos mercadores, aqueles que usam a Palavra de Deus, visando interesses pessoais, como aos falsificadores, que adulteram e sofismam a Palavra para agradar as pessoas e delas tirar vantagens... é a prática da simonia... O apóstolo Paulo já via, em seus dias, essa tendência mercadológica e, para combatê-la, usou uma palavra com o significado de falsificar ou mercadejar a Palavra. Isso envolve práticas da simonia, adulterar a Palavra, fazer da religião comércio e faltar com sinceridade diante de Deus, visando interesses pessoais. O apóstolo rebate os simoníacos e, ao mesmo tempo, reafirma a sua sinceridade, quando diz; antes, falamos de Cristo com sinceridade... muitos confundem fé cristã com negócios e colocam a igreja nessa esfera, isso banaliza o sagrado e reduz as coisas de Deus à categoria de mero produto comercial... O tema do culto cristão é o Senhor Jesus, e não as ofertas.”

Cito alguns textos bíblicos, que refutam esse evangelho falso, que promete ao homem uma vida de prosperidade materialista, atiçando-lhe a ganância.

“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mat.6.19,20)

“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”. (ITm 6.4-11)

“...Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece...” (Fl 4.11-13)

“...E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e näo é rico para com Deus...” (Lc 12.15-21)


O IBGE trouxe uma constatação chocante para a ideologia dos propagadores da teologia da prosperidade no Brasil... Foi comprovado, no último censo de 2006, que os evangélicos são os que mais contribuem com a sua religião, apesar disso, são os religiosos mais pobres do País. Ou seja, essa teologia na prática não funciona. Bem, com a palavra os pregadores da prosperidade!

Que possamos nos levantar e espremermos a ferida do pecado que tanto nos assola e traz a verdadeira miséria – a miséria espiritual que leva o homem ao inferno. (Cf. Is 1; ITs 5.23; Heb 12.14).

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Devemos doar todos os nossos bens 
     para uma organização religiosa?





O texto bíblico de Mateus 19.16-17, junto com Atos 2.42-44 e 4.34-35, tem sido usado por muitos para fazer que a pessoa doe tudo o que possui à sua organização (grupo religioso) e passe a viver como pedinte pelas ruas dos grandes centros urbanos atrás de donativos, não para ela, mas para o próprio movimento.

Em Mateus aprendemos que aquele jovem era um homem de "posição" e, logo de início, vemos um problema fundamental. Enquanto Jesus usa o verbo "receber", o homem usa o verbo "fazer". O jovem tinha a impressão errada de que podia ganhar a salvação por meio do esforço pessoal. Afinal, ele estava acostumado a ter tudo o que queria por ser rico. E ainda jactanciava-se de cumprir a Lei. Mas Jesus coloca o dedo no problema dele. No fundo, aquele jovem era um transgressor da Lei. Um idólatra! Pois tinha feito do dinheiro o seu deus, tentando adorar a Deus e a "Mamom".

Não é errado possuir riquezas, desde que a pessoa não se deixe dominar por ela (1Tm 6.10). O texto, porém, não deve ser interpretado como sendo uma instrução normativa para os crentes venderem tudo e viver na pobreza, dependendo do governo e dos outros para sua subsistência. Ao agir dessa forma, estará incorrendo em grande pecado. Atos 2.44-45 não diz que eles vendiam suas residências. O que está implícito nesses versículos é a venda de terras e de outras propriedades excedentes. As medidas tomadas por aqueles crentes eram voluntárias. Estavam vivendo uma situação temporária para o progresso do evangelho e da Igreja primitiva. Novamente trata-se de uma passagem descritiva de profunda significância para nós, mas não uma norma a ser seguida.

Não é o dinheiro, mas o amor ao dinheiro que abre as eclusas e comportas da alma, através das quais correm encachoeiradas as destrutivas ondas da ambição que afoga os homens na destruição e na perdição. Lembremo-nos de que nada podemos levar deste mundo, com exceção do nosso caráter.
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